Paraná terá mercado financeiro aquecido em 2011
Bastante animadora essa notícia para o mercado financeiro no Brasil, especialmente no Paraná. O mercado de fusões e aquisições no país deve manter em 2011 o ritmo registrado no ano passado, quando o número de operações foi recorde. Levantamento da consultoria britânica Price waterhouseCoopers (PwC) mostra que foram 787 transações anunciadas em 2010, crescimento de 22% em relação ao ano anterior.
Bastante animadora essa notícia para o mercado financeiro no Brasil, especialmente no Paraná. O mercado de fusões e aquisições no país deve manter em 2011 o ritmo registrado no ano passado, quando o número de operações foi recorde. Levantamento da consultoria britânica Price waterhouseCoopers (PwC) mostra que foram 787 transações anunciadas em 2010, crescimento de 22% em relação ao ano anterior.
Chama a atenção na pesquisa o crescimento das fusões e aquisições entre pequenas e médias empresas. Entre as 273 transações que tiveram o valor divulgado, 233 envolveram negócios de pequeno e médio porte, segundo a PwC. O valor médio dessas operações foi de R$ 70 milhões.
Em número de contratos, a Região Sul só fica atrás do Sudeste. No Paraná, algumas movimentações do mercado, especialmente de consultorias que atuam na preparação das empresas para o processo de compra, mostram que o estado é uma aposta para o setor de fusões. Em dezembro, a própria PwC instalou em Curitiba um escritório de “transaction services”, área que presta serviços relacionados a operações de fusões. Antes, quem procurava o serviço precisava procurar a empresa em São Paulo, e um profissional de lá era deslocado para realizar a operação aqui.
O mercado paranaense observou no ano passado importantes fusões e aquisições, especialmente no último trimestre. Em novembro, a J.Malucelli Seguradora, maior seguradora garantia do país, vendeu 43% de suas ações para a norte-americana Travelers, numa operação de R$ 625 milhões.
“O volume de transações atingiu um patamar histórico. O escritório aqui faz parte da estratégia da empresa de crescer no Brasil e no Paraná. Já estamos prospectando clientes e a perspectiva para este ano é muito boa”, diz Mikail Ojevan, um dos responsáveis pela base regional da PwC. Ele cita principalmente o setor de Tec¬nologia da Informação (TI) como carro-chefe das operações, e também as áreas de agronegócio, alimentos e petroquímica.
“Com as obras necessárias para a Copa e os Jogos Olímpicos, a construção civil é outro setor que deve observar uma consolidação de negócios nos próximos anos.” A Open Point Partners, empresa curitibana que atua na área de fusões e aquisições de pequenas e médias empresas, abriu as portas há dois anos e hoje possui 13 projetos em andamento que totalizam ativos de aproximadamente R$ 1 bilhão. “As fusões e aquisições é um mercado que ainda engatinha entre pequenas e médias empresas, mas tem um potencial enorme.
A estabilização da economia permite que os empresários assumam mais riscos e consigam projetar com maior solidez os resultados futuros”, afirma Adeodato Netto, um dos sócios da consultoria.
A Open Point atua na “arrumação da casa” das empresas antes do processo de compra. Ela é procurada por companhias que buscam investimento ou um comprador. O trabalho da consultoria consiste em avaliar corretamente o valor da empresa a ser comprada e propor alterações de gestão para otimizar o preço da venda.
Dependendo do grau de profissionalização de gestão e da saúde financeira da companhia, o valor da empresa pode mudar radicalmente. Pela experiência nestes dois anos, Adeodato conta que um problema freqüente encontrado nas empresas é não diferenciação entre caixa da empresa e dinheiro para uso pessoal. “Ainda é muito comum nas empresas familiares o dono pegar um dinheiro do caixa da empresa para uso próprio. A conexão com a empresa é muito forte e ele acaba não refletindo sobre essa situação”, afirma.
Esse é o mesmo problema encontrado pela Naxentia, empresa paulista que atua na preparação para venda ou aquisição. “As empresas geralmente não têm estrutura financeira organizada”, diz Miguel Abdo, sócio-diretor da consultoria. Ele também vê grandes oportunidades no mercado para pequenas e médias.
“O mercado de grandes empresas já está em fase de consolidação há 10 ou 15 anos. Apesar de ainda representarem um volume grande, é pouco em quantidade. O que sobra é o mercado de médias empresas – de faturamento de R$ 1 bilhão ou menos. Há muito movimento nessa área, especialmente na área de TI e serviços em geral.”
