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Olimpíada do Leite de Umuarama terá produtores e animais de todo Paraná

A oitava edição da Olimpíada do Leite de Umuarama, de 10 a 20 de março, já começa com um prognóstico bastante animador. Este ano a feira se consolida como o segundo maior evento do setor no Paraná, incluindo a participação de produtores, técnicos, especialistas e empregas de todas as regiões do Estado. A olimpíada acontece dentro da programação da Expo-Umuarama 2011, no Parque de Exposições Dario Pimenta Nóbrega. A promoção é uma parceria do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Sociedade Rural de Umuarama, Emater e das prefeituras municipais da região.

 A oitava edição da Olimpíada do Leite de Umuarama, de 10 a 20 de março, já começa com um prognóstico bastante animador. Este ano a feira se consolida como o segundo maior evento do setor no Paraná, incluindo a participação de produtores, técnicos, especialistas e empregas de todas as regiões do Estado.

 
A olimpíada acontece dentro da programação da Expo-Umuarama 2011, no Parque de Exposições Dario Pimenta Nóbrega. A promoção é uma parceria do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Sociedade Rural de Umuarama, Emater e das prefeituras municipais da região.
 
A expectativa é que mais de 15 mil pessoas de aproximadamente 70 municípios visitem a Olimpíada do Leite, informa o jornal Umuarama Ilustrado. A programação inclui palestras e encontros técnicos, feira de equipamentos e produtos, concurso de rainha e julgamento de animais, além do tradicional torneio leiteiro que deu origem ao evento.
 
Este ano, tanto o torneio leiteiro como os julgamentos de conformação leiteira serão realizados em duas categorias, a regional e a estadual, incluindo animais de produtores das regiões de Campo Mourão, Paranavaí, Maringá, Toledo e Castro. As duas categorias terão premiação distintas. No regional, o proprietário do animal de melhor produção, nos três dias do torneio, com três ordenhas diárias, vai ganhar uma motocicleta 0Km.
 
Separando a competição e o julgamento em duas categorias, a Olimpíada do Leite segue estimulando o produtor regional, ao mesmo tempo em que vai estabelecendo parâmetros com a qualidade do rebanho e a média de produtividade de outras regiões com maior tradição e produção leiteira.
 
No ano passado a 7ª Olimpíada do Leite reuniu 200 animais, no torneio do leite e nos julgamentos de bezerras e vacas Jersey, Holandesa e Girolando. Para este ano, com a participação de produtores de outras regiões, o número de animais inscritos se aproxima de 500. 
 
O maior evento da pecuária de leite no Paraná hoje é a Agroleite, realizado em Castro, “mas nós estamos trabalhando para fazer da Olimpíada do Leite, nos próximos anos, não apenas o melhor do Paraná, mas o maior e melhor evento leiteiro do Sul do país”, afirma Gabarão. 
 
Ao final, o município campeão recebe o equivalente a R$ 5 mil em doses de sêmen para a utilização no seu programa de inseminação artificial.
 
Além disso, graças à respeitabilidade que conquistou ao longo destes anos, diz Gabarão, a Olimpíada do Lei recebe cada vez mais caravanas de produtores e técnicos de outras regiões, que vem conhecer o evento e também tomar parte nas palestras. 
 
Produção regional aumentou 125%
A Olimpíada é um capítulo importante da história recente da pecuária de leite no Noroeste do Estado, onde sempre predominou a pecuária extensiva, de corte. Segundo dados da Seab, em sete anos a produção dos 32 municípios da área de abrangência da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios) saltou de 80 para 180 milhões de litros/ano. E continua avançando.
 
Na avaliação de Cid Clay Bazoti Gabarão, idealizador e coordenador da Olimpíada do Leite deste a sua primeira edição, este grande salto na produção é resultado principalmente da tomada de consciência dos produtores, somada aos ganhos trazidos pela ampliação e melhoria genética do rebanho através dos condomínios municipais de inseminação artificial.
Embora não existam estatísticas, com base em sua experiência de extensionista Gabarão, que é técnico agrícola, diz que o perfil das unidades de produção na região, um rebanho estimado em 150 mil animais, são pequenas propriedades, com entre 15 e 20 vacas de leite, que produzem a pasto algo entre 10 e 15 litros/dia.
 
“Já melhorou muito e a gente ainda pode avançar muito mais”, diz Gabarão, com os produtores se organizando, buscando a profissionalização e investido em instalações e manejos adequados, além da melhoria do perfil genético dos animais, entende.
 
E é aí que entra a Olimpíada do Leite, “levando a informação que vai fazer a diferença no dia a dia da atividade lá nas propriedades, através da mudança da maneira de pensar e de agir do produtor”, diz o coordenador.
 
As perspectivas são muito positivas. “Eu acredito que em três ou quatro anos a produção da nossa região vai crescer aí na casa dos 50%, se aproximando de 300 milhões de litros/ano, o que vai nos colocar entre os maiores produtores de leite o Paraná”, prevê Gabarão.
 
Esse patamar de produção irá consolidar um processo que já está em andamento, de mudança do perfil da pecuária regional e com importantes implicações sócio-econômicas. É que a produção leiteira, por oferecer renda mensal, viabiliza as pequenas propriedades, melhora a qualidade de vida na área rural e fixa o homem no campo, oxigenando a economia dos pequenos municípios. 
 
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