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O ódio de Serra

José Serra está fora do prumo desde que perdeu as eleições presidenciais. Teve a audácia de publicar manifesto em seu blog contra o governo Dilma, com distorções e informações destituídas de vínculo com o mundo real. Critica aspectos do modelo fiscal com ênfase no baixo investimento público, na infraestrutura e carências na área social. Esquece-se de que nos últimos nove anos foram criados mais de 14 milhões empregos formais, o investimento do governo federal público cresceu significativamente sobretudo em infraestrutura, com o advento do PAC.




           José Serra está fora do prumo desde que perdeu as eleições presidenciais. Teve a audácia de publicar manifesto em seu blog contra o governo Dilma, com distorções e informações destituídas de vínculo com o mundo real.  Critica aspectos do modelo fiscal com ênfase no baixo investimento público, na infraestrutura e carências na área social. Esquece-se de que nos últimos nove anos foram criados mais de 14 milhões empregos formais, o investimento do governo federal público cresceu significativamente sobretudo em infraestrutura, com o advento do PAC.

            Com políticas públicas, garantiu-se a ascensão de mais de 50 milhões de pessoas que saíram das classes D e E para a nova classe média.  O candidato derrotado se esquece de que a herança maldita foi recebida pelo governo Lula, com indicadores econômicos e sóciais críticos, seja do ponto de vista da inflação e da taxa de juros em níveis elevadíssimos (na era FHC, ultrapassou os 45% e hoje está em 12,25%). Com FHC, a miséria grassava, o Brasil quebrou três vezes, houve arrocho salarial e taxas recordes de desemprego. O candidato derrotado do PSDB esquece que o governo Dilma tem 80% de aprovação popular e segue no rumo da continuidade e aprofundamento das políticas públicas iniciadas em 2003. Foi esse novo modelo que elevou o Brasil a índices históricos de crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda.

            O governo FHC foi o responsável pelo apagão energético que prejudicou milhões de famílias brasileiras, mas Serra ainda teve a petulância de falar em “crise energética e de infraestrutura” no País. A análise de Serra, só divulgada após passar por aprovação do presidente da legenda, Sérgio Guerra (PE), e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mostra como o PSDB está distante e divorciado do povo brasileiro. O povo sabe que a herança maldita de FHC foi superada com Lula e agora com Dilma.

            O manifesto de Serra insiste que o Brasil tem hoje a carga tributária mais alta do mundo em desenvolvimento.  Mas ele se esquece de que a carga tributária tem aumentando em razão do crescimento econômico, pois a arrecadação de determinados tributados é sensível ao crescimento da renda, observado no governo Lula. O aumento da atividade econômica acarreta aumento de tributos como o IPI, da mesma forma o aumento da renda familiar real dos brasileiros os leva a tornar contribuintes do IR.  Deve ser ainda lembrado que o tributo individual de maior peso na carga tributária total do País é ICMS de responsabilidade dos Estados. Serra esqueceu-se de que quando governador de São Paulo promoveu o aumento da carga do ICMS com a instituição do mecanismo de substituição tributária para vários produtos.  

            Em relação a taxa de juros o ex-candidato também esquece que ela tem se reduzido substancialmente deste do início do governo Lula.  Sobre os gargalos na infraestrutura, a verdade é que ocorreu aumento expressivo dos investimentos da União e de suas das empresas estatais a partir de 2006. Em 2010, o Governo Federal lançou o PAC II, ampliando os investimentos do PAC I e incorporando novas áreas de ação, como investimentos em infraestrutura social e urbana. O PAC II prevê investimentos de R$ 955 bilhões, entre 2011 e 2014, e de R$ 631,4 bilhões pós 2014.

            A julgar pelo texto do José Serra na próxima eleição teremos o PSDB defendendo as privatizações, explicando que quando FHC levava o Brasil ao FMI era em viagem do turismo, que o apagão elétrico de 2001 nunca aconteceu, que o desemprego e o arrocho salarial da década tucana é um invenção de petistas malévolos, que o combate à exclusão social é uma invenção genial do príncipe dos sociólogos. Sobre o governo Lula, na contra-mão do resto do mundo, o documento José Serra propõe aos tucanos que expliquem ao povo brasileiro que o governo Lula foi um completo desastre que seu prestígio junto ao povo decorre de uma publicidade tão enganosa como massiva que misteriosamente conseguiu convencer mais de 80% dos brasileiros e o mundo inteiro.
 




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