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O medo político do DEM

As intrigas continuam entre os partidos denominados de oposição. Com medo de perder espaço político ou status, o DEM prepara mais uma etapa de contestação judicial à criação do PSD. Depois das assinaturas, agora a ideia é impugnar as convenções que o partido deve realizar a partir do próximo fim de semana.O argumento é que, no papel, não há nem sigla nem filiados que legitimem os encontros.

As intrigas continuam entre os partidos denominados de oposição. Com medo de perder espaço político ou status, o DEM prepara mais uma etapa de contestação judicial à criação do PSD.

Depois das assinaturas, agora a ideia é impugnar as convenções que o partido deve realizar a partir do próximo fim de semana.O argumento é que, no papel, não há nem sigla nem filiados que legitimem os encontros.

O ex-deputado Saulo Queiroz rebate dizendo que o PSD cumpre as determinações do TSE. Para conseguir tirar o partido do papel, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab –principal articulador da nova legenda–, precisa do apoio de 490,3 mil eleitores. As assinaturas devem ser colhidas em, pelo menos, nove Estados.

Porém, denúncias de irregularidades na coleta dessas assinaturas podem atrapalhar os planos de Kassab. Entre as suspeitas está o uso da máquina da Prefeitura de São Paulo para recolher apoio à criação do novo partido e até a inclusão de nomes de pessoas que já morreram.

A oposição anda enfraquecida e esfacelada por conta de divergências políticas e ideológicas. Os partidos que a compõem não conseguem avistar qualquer horizonte de consenso e permanecem como gladiadores opostos no meio da arena política. Desta forma, com esse pensamento tacanho e individualista, a oposição não avançará em um verdadeiro projeto político e social para o Brasil.

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