O ‘escárnio’ tucano às micro e pequenas empresas
O que diriam os micro e pequenos empresários sobre esta declaração do senador Aécio Neves (PSDB) a respeito da criação do ministério voltado para o desenvolvimento deste importante setor? – “Essa notícia, reiterada, de que a presidente da República criará mais um ministério é um escárnio para com a população brasileira”, afirmou o tucano. Em minha opinião, escárnio é desprezar o setor que mais emprega no país e deixar de consolidar uma política nacional para o setor. Hoje, graças a essa política nacional, implantada nos últimos anos, pelo governo federal, o setor está organizado, tem acúmulo de debate, está maduro e pronto para ocupar o devido lugar no cenário econômico nacional.
O que diriam os micro e pequenos empresários sobre esta declaração do senador Aécio Neves (PSDB) a respeito da criação do ministério voltado para o desenvolvimento deste importante setor? – “Essa notícia, reiterada, de que a presidente da República criará mais um ministério é um escárnio para com a população brasileira”, afirmou o tucano.
Em minha opinião, escárnio é desprezar o setor que mais emprega no país e deixar de consolidar uma política nacional para o setor. Hoje, graças a essa política nacional, implantada nos últimos anos, pelo governo federal, o setor está organizado, tem acúmulo de debate, está maduro e pronto para ocupar o devido lugar no cenário econômico nacional.
O setor é fundamental para o desenvolvimento do país – os números atestam isso. Para quantificar, o segmento é o que mais emprega no Brasil e se destaca pela capacidade de dinamizar a economia e ampliar o mercado interno de consumo.
Segundo o Caged/MTE, de 2000 a 2009, de cada 10 empregos, nove foram gerados pelas MPE. Nas empresas com até quatro trabalhadores, o número de vagas chegou a mais de 4 milhões. No primeiro bimestre de 2010 foram gerados mais de 390 mil empregos (64,3% do saldo de empregos em fevereiro).
Os pequenos negócios no Brasil somam 5 milhões de empresas formais (99%) e 10 milhões de informais. Esse segmento representa 56,1% da força de trabalho formal urbana; 26% da massa salarial; 20% do PIB; 2% das exportações e 13% do fornecimento para o governo.
Como nota-se, o fortalecimento do setor das micro e pequenas empresas se faz necessário e fundamental para o avanço da economia brasileira. A atual política adotada pelo governo federal não hierarquiza prioridades, setores ou grupos sociais, mas estabelece uma ordem equivalente para o desenvolvimento de todos os segmentos. Portanto, escárnio, conforme classificou o senador Aécio Neves, seria o desprezo a este setor pujante e que mais emprega no país.
