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Novos conselheiros de Campo Mourão assumem hoje

Eleitos na última sexta-feira, dia 8, a nova equipe do Conselho Tutelar de Campo Mourão será empossada hoje. A cerimônia será realizada no gabinete do prefeito, às 10 horas. As cinco escolhidas irão atuar por três anos na defesa das crianças e adolescentes no município.

Eleitos na última sexta-feira, dia 8, a nova equipe do Conselho Tutelar de Campo Mourão será empossada hoje. A cerimônia será realizada no gabinete do prefeito, às 10 horas.  As cinco escolhidas irão atuar por três anos na defesa das crianças e adolescentes no município.

Foram 27 as pessoas inscritas para disputar as cinco vagas do Conselho. Entre os requisitos exigidos para a função, estavam curso superior, ser maior de 21 anos e morar há mais de dois anos em Campo Mourão. Votaram nas eleições, 111 representantes de entidades cadastradas no Conselho Municipal da Ação Social, tais como: instituições religiosas, de ensino, associações profissionais e classistas, clubes de serviço, entre outros.

A campanha começou oficialmente no dia 9 de maio, com a apresentação dos candidatos aos membros do colégio eleitoral. Antes de chegar a essa etapa, eles precisaram passar por um curso preparatório sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e uma prova. Ao final dessa primeira etapa, foram escolhidas 27 pessoas. Foram eleitas: Ronise Cléia Galdino que teve 83 votos, Maressa Pereira da Silva com 55 votos, Sonia Regina Chacorowski com 45 votos, Kléia Matos Dutra, com 45 votos e Luana Stadler Maluf, com 39 votos.

Os representantes com direito a voto optaram pela renovação do conselho, o resultado das eleições mostrou que nenhum conselheiro foi reeleito. A partir de hoje os trabalhos serão comandados por cinco mulheres, de diferentes idades e formações.

Conheça mais sobre cada uma delas:

Ronise Cleia Galdino, 40 anos, é graduada em Educação Física e especialista em Educação Física Escolar. Há 14 anos no Projeto Karatê, Ronise decidiu se candidatar a conselheira tutelar por ver o cargo como uma oportunidade de lutar de forma mais efetiva pelos direitos das crianças e dos adolescentes, cuja realidade ela conhece de perto. “Como educadora sei que contribui para a prática dos deveres, agora como conselheira vou completar a minha missão fazendo valer os seus direitos quando os mesmos não forem respeitados”, explica.

A educadora foi eleita conselheira com o maior número de votos, 83 no total. Ela se revela surpresa com a votação expressiva e dedica a vitória a todos aqueles que a apoiaram. “Candidatei-me confiante que poderia me eleger, mas não esperava esse número de votos e nem ser a mais votada. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos que me deram um voto de confiança, meu esposo, minha família e todos os meus amigos”, agradece.

Maressa Pereira da Silva, 32 anos, formada em Pedagogia com especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica. Decidiu concorrer ao cargo de conselheira após ver de perto o trabalho realizado pelo Conselho Tutelar. Maressa trabalhou na Casa Lar Infantil Miriã, entidade que atende crianças em situação de risco. A instituição trabalha em parceria com o Conselho Tutelar. A nova conselheira acredita que sua experiência na área social ajudará muito para o desenvolvimento do trabalho. “Sei que não será um trabalho fácil, mas estou preparada. Espero poder desenvolver um bom trabalho e honrar os votos que me foram dados”, afirma. A pedagoga acredita que por ser formada por profissionais de diversas áreas, a nova equipe do Conselho Tutelar tem tudo para desenvolver um bom trabalho. “São pessoas com formações diferentes que se complementam, isso ajuda bastante, dá uma boa base para desenvolvermos um trabalho legal, avalia”.

Sônia Regina de Freitas Chacorowski, 35 anos, é  advogada. Foi a terceira conselheira mais votada, tendo recebido 45 votos.  A advogada decidiu se candidatar ao cargo de conselheira tutelar por gostar da área de Assistência Social e também por se tratar de um trabalho externo, de relacionamento direto com as pessoas, algo bem diferente de sua rotina como advogada. “Eu gosto de estar com as pessoas, de ter um contato direto, conversar e conhecer a realidade das pessoas”, explica.  Mesmo não tendo atuado na área, Sônia acredita que está preparada para desenvolver um bom trabalho. “O desafio será diário, sei que encontraremos situações complicadas, mas a equipe é capacitada e temos condições de realizar um bom trabalho”, conta.

Kleia Matos Dutra, 34 anos, formada em ciências contábeis e psicologia, , encara o desafio de ser conselheira como uma oportunidade de continuar um trabalho que já vinha desenvolvendo. Ela recebeu 45 votos. Kleia nasceu em Campo Mourão, estudou durante todo o ensino fundamental e médio em escolas públicas do município. Enquanto fazia faculdade de contabilidade, ela começou a dar aulas em uma auto-escola e hoje é perita de trânsito. Seu envolvimento com as crianças e adolescentes começou na segunda faculdade que ela cursou, psicologia. Inicialmente em Foz do Iguaçu, ela desenvolveu um trabalho no Centro de Atenção Psicossocial/ Alcool e drogas (Caps AD).

Transferiu a faculdade para Maringá, onde desenvolveu um trabalho no Marev (Maringá Recuperando Vidas). Dali, ela passou para a delegacia da mulher. Lá ela participou junto com a delegada de um trabalho com adolescentes infratores de toda a região. “O trabalho como conselheira vem dentro dessas oportunidades que tive desde meu contato com a própria área da psicologia. Desenvolver um trabalho voltado para menores sempre me fascinou”, conta. Segundo ela, experiência não falta, como mãe de um adolescente de 15 anos ela acredita que será mais fácil entender os problemas das famílias. Atualmente ela cursa Pós Graduação em Saúde Mental na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Luana Stadler Maluf, 30 anos é formada em direito pelo cesumar e atuou durante seis anos no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), sendo inclusive presidente. Luana recebeu 39 dos 111 votos. Antes da eleição, a conselheira eleita atuou com atendimento jurídico gratuito nas áreas de Direito Familiar e da Infância e Juventude.

Segundo Luana, a decisão de concorrer a uma vaga veio como consequência de seu trabalho na área e que ser conselheira é uma forma de atuar efetivamente. Para ela, as companheiras de trabalho irão somar muito para o município. “São todas pessoas com vontade de trabalhar, que lutaram para se eleger e que com certeza realizarão um bom trabalho.”
 

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