A frente parlamentar que defende os motoristas
Meu objetivo é defender a classe dos motoristas e caminhoneiros que se arriscam todos os dias nas estradas no nosso país. Precisamos de uma regulamentação que dê segurança a todos eles.
Durante meu mandato como deputado federal venho atuando para a melhoria do sistema viário brasileiro. Prova disso é minha participação na Comissão de Viação de Transportes da Câmara. Além da atuação na comissão, apoiei conquistas importantes, como por exemplo, a aprovação para a criação da Estrada-Parque Caminho do Colono e o início das obras na BR 487, a estrada boiadeira, uma importantíssima demanda da população da região Noroeste que ficou muitos anos à margem dos interesses dos políticos.
Todas essas ações estão interligadas na comissão especial da qual faço parte, que defende os trabalhadores dos transportes terrestres. Estamos discutindo e debatendo sobre alterações a serem feitas na lei 12.619/2012, que regulamenta a profissão de motorista.
Assim como o Congresso Nacional promulgou a Proposta de Emenda à Constituição que define a regulamentação da jornada de trabalho dos empregados domésticos, queremos aprovar esse projeto, que pretende garantir dignidade e segurança para os motoristas e caminhoneiros.
O primeiro passo é estipular horários para a jornada de trabalho. Hoje, muitos motoristas são forçados a rodar sob efeito de remédios que cortam o sono para conseguirem entregar as cargas no prazo estipulado. O grande perigo desta prática é que, quando o efeito do remédio passa, a sonolência vem três vezes maior, muitas vezes sendo o motivo de mortes nas estradas.
Prova disso é que de todos os dois mil óbitos em acidentes de trabalho, mais de 500 foram com caminhoneiros. Por isso é importante estipularmos repousos periódicos a cada fração de hora na estrada para que o motorista dirija descansado. Além de resguardar a sua vida, ele estará preservando a vida de outros motoristas.
Outras pautas também estão sendo discutidas para beneficiar a categoria. Como por exemplo, facilitar o pagamento pelos fretes, mudar o sistema de pesagem, aposentadoria depois de 25 anos de trabalho, criação de delegacias especializadas em roubo de cargas, redução do pedágio e redução dos seguros.
Foto ilustrativa.
