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No meu idioma, por favor!

O desafio de um viajante que não fala o idioma do país que está visitando pode começar no desembarque, com dificuldade para compreender placas, o que falam na imigração ou obter informações. Considerado idioma universal, o inglês, mesmo que arranhado, pode ajudar a evitar alguns constrangimentos. No entanto, dominá-lo vai fazer uma boa diferença.

I don’t speak English. Yo no hablo espanol. Je ne parle pas français. O desafio de um viajante que não fala o idioma do país que está visitando pode começar no desembarque, com dificuldade para compreender placas, o que falam na imigração ou obter informações. Considerado idioma universal, o inglês, mesmo que arranhado, pode ajudar a evitar alguns constrangimentos. No entanto, dominá-lo vai fazer uma boa diferença. “Se a pessoa viajar sem saber nem o básico do idioma, não vai aproveitar tanto. Fica mais difícil de conhecer lugares, pedir informações e até comer”, diz o vice-presidente da Abav-PR, Roberto Bacovis.
E não apenas o inglês. Na França, Itália ou Espanha, os falantes podem interagir melhor e curtir determinadas atrações que, sem dominar a língua local, não é tão fácil. “O turista que fala o idioma do destino dificilmente será enganado e tem a possibilidade de interagir mais”, explica Bacovis.
O universitário Leandro Gomes Trindade, 24 anos estudou francês por quatro anos antes de embarcar para uma viagem de 11 dias pelo país. “A recepção, o atendimento… tudo é diferente quando você usa a língua local. Cometi alguns erros, mas eles valorizaram minhas tentativas de me comunicar com eles”, conta.
Mímica
É possível viajar sem falar nada, além do bom e velho português. Nada impede que o viajante vá para Alemanha ou para a Malásia e passe uma semana na base da mímica. O tour fica mais complicado, mas não inviável.
A assistente de atendimento Roseli Aparecida Pereira dos Santos, 48 anos, resolveu viajar para a Itália mesmo sem ter concluído o curso de italiano. “O único lugar em que pratiquei o idioma foi no aeroporto. Nos passeios guiados, por exemplo, não tinha noção de onde estava indo e nem do que via. O guia falava em inglês ou espanhol”, conta.
Faltou comunicação também em Paris. Ela voltou tarde do último passeio no dia da partida e se atrasou para o check out no hotel. “Não consegui abrir a porta do quarto para pegar as malas. Entrei em desespero, fui à recepção e não tinha ninguém que falasse espanhol. Tive que esperar mais de 20 minutos até a chegada de uma recepcionista para explicar a situação. Foi um sufoco”, lembra.
Mesmo passando por contratempos, não se deve deixar de viajar por isso. “Não dá para barganhar, nem pedir alguma coisa diferente no restaurante, mas você improvisa uma mímica, aponta no mapa aonde quer ir. Outra saída é pesquisar o destino antes e visitar os lugares por conta própria”, explica.
Os guias especializados, inclusive com suas edições de bolso, com as palavras e frases mais empregadas e suas pronúncias, são uma boa alternativa para se virar lá fora. Um dicionário também ajuda. “Estudar o destino, saber quais são os roteiros principais e fazer um city tour básico são fundamentais em qualquer cidade. Hoje em dia existem ônibus equipados com fones de ouvidos em quase todas as línguas mais conhecidas”, ensina Ba­­covis. Outra opção é contratar pacotes que incluam um guia de turismo que fale português. Além de auxiliar na tradução, ele é responsável pelo suporte ao passageiro até o fim da viagem.
FONTE: GABRIEL AZEVEDO / GAZETA DO POVO
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