“Metro Curitiba” alerta para superlotação das cadeias na capital
O jornal “Metro Curitiba” destacou na edição desta terça-feira (24) a preocupante situação das delegacias na capital paranaense. A reportagem do jornalista Thiago Machado mostra o caos provocado pela superlotação de presos nas delegacias.Segundo a matéria, mesmo com cinco cadeias interditadas pela Justiça em Curitiba, a Polícia Civil continua a acomodar presos nas celas
O jornal “Metro Curitiba” destacou na edição desta terça-feira (24) a preocupante situação das delegacias na capital paranaense. A reportagem do jornalista Thiago Machado mostra o caos provocado pela superlotação de presos nas delegacias.
Segundo a matéria, mesmo com cinco cadeias interditadas pela Justiça em Curitiba, a Polícia Civil continua a acomodar presos nas celas. As decisões judiciais, diz o texto, deixam a PC sem opções. A instituição não pode simplesmente soltar os presos porque estará cometendo irregularidades e a sociedade também não aceitaria. Por conta disso, amplia ainda mais a lotação das cadeias.
Em Curitiba, a Justiça determinou o fechamento do 5 º, 6, 11 e 12, além do 9, parcialmente. Conforme os dados apresentados na matéria de Thiago Machado, Curitiba tem cerca de 400 presos e, segundo a polícia, eles deveria estar sob a responsabilidade do Departamento Judiciário. Ou seja, com a Justiça.
O Depen, no entanto, afirma que já trabalha em seu limite de vagas. “Para atender as delegacias já temos presos dormindo no chão. O que precisamos é construir”, diz o coordenador do Depen, Cezinando Paredes. No final de maio, a OAB lançará um relatório da situação das delegacias no Paraná. “Tem locais em que a situação é até difícil de descrever. São precaríssimos, superlotados”, conta Isabel Kugler Mendes, da comissão de Direitos Humanos.
Como resposta o governo promete a abertura de vagas no segundo semestre, em algumas cidades do Estado:
– Piraquara: 1.480 em regime fechado
– Cruzeiro do Oeste: 720 em regime fechado
– Maringá: 300 em semiaberto
