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SUS usará nova tecnologia para fazer teste rápido de tuberculose até o fim do ano

Melhorar a saúde no país é um caminho difícil, mas o governo federal está tomando a iniciativa e os investimentos estão acontecendo. É preciso também a cooperação dos Estados e Municípios.

Até o final do ano, quem procurar uma unidade pública de saúde com suspeita de tuberculose poderá sair de lá já com o diagnóstico e os medicamentos necessários ao início do tratamento. A maior agilidade na detecção de novos casos da doença será possível graças ao teste rápido Gene Xpert, que além de detectar a presença do Mycobacterium tuberculosis na amostra examinada, ainda verifica a resistência do micro-organismo ao antibiótico rifampicina, medicamento de primeira escolha para tratamento da doença.
 
A inclusão da nova tecnologia foi anunciada nesta segunda-feira (25), pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante solenidade que marcou o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, celebrado em 24 de março.
 
A inovação envolve um investimento de R$ 12,6 milhões, para a aquisição dos testes, de máquinas (computadores de última geração, com leitor de código de barras e impressora) e treinamento de profissionais de saúde de todos os estados.
 
O novo teste estará disponíveis nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) de todos os municípios com mais de 200 casos novos notificados em 2012 e nos municípios considerados estratégicos, segundo critérios epidemiológicos (com grande população prisional, população indígena e de fronteiras). Das notificações de casos novos no país, 60 municípios respondem por 56%.
 
Simplicidade e eficiência
 
Antes de ser estendido ao restante do país, o Gene Xpert foi utilizado, de forma piloto, nas cidades do Rio de Janeiro e Manaus no ano passado. Os testes de custo-efetividade e aceitabilidade revelaram satisfação tanto por parte dos usuários quanto dos profissionais de saúde, especialmente pela rapidez do resultado e simplicidade de execução.
 
O teste rápido para o diagnóstico da TB utiliza técnicas de biologia molecular para identificar o DNA do Mycobacterium tuberculosis. Além de mais rápido, o novo método de detecção da doença também é mais sensível (em torno de 95% de identificação dos casos), enquanto na metodologia tradicional (baciloscopia de escarro, cuja cultura leva entre 30 e 60 dias, além de outros 30 dias para verificar a resistência à rifampicina) o percentual fica entre 60% e 70% dos casos.
 
Números da doença no país
 
Durante a solenidade de anúncio do uso da nova tecnologia também foram apresentados os números da doença no país, apontando o registro de 70.047 casos novos em 2012, número 9,6% inferior ao de 2002, que foi de 77.496 casos.
 
A taxa de incidência no ano passado foi de 36,1 casos para cada 100 mil habitantes, representando uma queda de 18,6% em relação a 2002, quando a incidência ficou em 44,4/100 mil.
 
Quanto ao perfil do paciente, aproximadamente 66% dos casos de tuberculose notificados, em 2012, são do sexo masculino. A frequência é maior entre 25 e 34 anos, em ambos os sexos.
 
Quanto à escolaridade, 58,2% dos casos novos tinha até oito anos de estudo. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas, presidiários, moradores de rua – estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV.
 
Também foi lançada nesta segunda-feira a campanha de prevenção da doença para este ano, que envolverá a distribuição de 1,5 milhões de folhetos explicativos sobre a doença, além de 156 mil cartazes e 251 folderes e cartilhas para profissionais de saúde, vídeo e spots de rádio.
 
Fonte: Portal Planalto
 
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