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Itaipu vai quitar dívidas de empréstimos em 11 anos, anuncia Samek

Em 11 anos, todas as dívidas referentes aos empréstimos para a construção da Itaipu Binacional serão pagas. A garantia foi dada ontem pelo diretor-geral brasileiro, Jorge Samek. O término da dívida permitirá, segundo Samek, uma possível revisão nas tarifas cobradas pela produção de energia. “Hoje precisamos de US$ 3,5 bilhões por ano para manter a usina, sendo que US$ 2,4 bilhões vão direto para o pagamento de dívidas. Quando elas estiverem quitadas, a tarifa pode ser reduzida", diz Samek

Em 11 anos, todas as dívidas referentes aos empréstimos para a construção da Itaipu Binacional serão pagas. A garantia foi dada ontem pelo diretor-geral brasileiro, Jorge Samek. O término da dívida permitirá, segundo Samek, uma possível revisão nas tarifas cobradas pela produção de energia.

“Hoje precisamos de US$ 3,5 bilhões por ano para manter a usina, sendo que US$ 2,4 bilhões vão direto para o pagamento de dívidas. Quando elas estiverem quitadas, a tarifa pode ser reduzida, além de dar condições para capitalizar recursos para a construção de outras usinas pelo país”, destacou, durante entrevista coletiva na sede da empresa, em Foz do Iguaçu.

Samek ainda disse que o fornecimento de energia elétrica está garantido no Brasil pelos próximos dois anos, devido à quantidade de água nos reservatórios do país. Segundo ele, graças à energia renovável vinda das hidrelétricas o Brasil conseguiu obter uma segurança energética. “Atual¬mente, 98% da energia produzida no país está em um sistema integrado e por essa razão podemos ter tranquilidade; mesmo que haja estresse hídrico em uma região, em outra geralmente está chovendo. As hidrelétricas se compensam”, afirmou.

Apesar da segurança energética atual, Samek disse que, para a economia do país crescer 5% ao ano, muitos investimentos precisam ser feitos no setor de energia. “Hoje temos de agregar, a cada três anos, uma nova Itaipu para sustentar o nível de crescimento que queremos”, salientou o diretor-geral brasileiro, lembrando que o consumo atual de energia do brasileiro é sete vezes menor que o do norte-americano e quatro vezes abaixo da média do europeu. “Isso significa que muitos brasileiros ainda não alcançaram o nível de consumo. E, para que isso aconteça, temos de dotar o Brasil de mais energia”, disse.

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