Investimentos federais crescem 28,9% em 2012
Os investimentos federais somaram R$ 21,1 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, 28,9% a mais que os R$ 16,4 bilhões desembolsados no primeiro quadrimestre de 2011, segundo dados do Tesouro Nacional, divulgados nessa quarta-feira (30). Esse montante inclui as obras públicas e o programa Minha Casa, Minha Vida.
Os investimentos federais somaram R$ 21,1 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, 28,9% a mais que os R$ 16,4 bilhões desembolsados no primeiro quadrimestre de 2011, segundo dados do Tesouro Nacional, divulgados nessa quarta-feira (30). Esse montante inclui as obras públicas e o programa Minha Casa, Minha Vida.
A aceleração dos investimentos também se refletiu no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que gastou R$ 11,3 bilhões de janeiro a abril, crescimento de 50% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Nos meses anteriores, os gastos do PAC também tinham aumentado, mas em ritmo menor: 5,6% em janeiro, 19,1% no acumulado até fevereiro e 46,9% no acumulado até março.
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que o investimento é prioridade do governo porque atua como elemento indutor do crescimento. Por outro lado, lembrou que o governo também trabalha com a consolidação fiscal como elemento importante para o Brasil atravessar a turbulência internacional.
Para Augustin, a política fiscal forte é uma forma de manter as condições de crescimento da economia.
“Na primeira fase da crise (em 2008), nossas empresas tiveram dificuldade de acessar linhas de financiamento estrangeiras. O momento atual mostra que nossa opção de fiscal forte, com o cumprimento da meta do primário, foi um sucesso e estamos preparados para um segundo momento da crise. Com fundamentos fiscais mais fortes abrimos espaço para a política fiscal”.
Crise – Arno Augustin ressaltou que o governo está constantemente avaliando os desdobramentos da crise (especialmente na zona do euro). “O cenário está sendo avaliado a todo momento. As ações do governo serão aquelas necessárias para dar impulso à economia”.
Superávit – O Governo Central, que engloba Receita Federal, Tesouro Nacional e Previdência Social, registrou, em abril, superávit primário de R$ 11,2 bilhões (equivalente a 3,31% do PIB), ante R$ 7,6 bilhões em março.
Secom
