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Integração sul-americana reforça segurança e desenvolvimento regional, diz Lula

O presidente Lula defendeu na última quinta-feira, 4, que Brasil e Colômbia invistam mais na integração regional, aumentando tanto a segurança fronteiriça como o desenvolvimento no interior do subcontinente. Lula participou do 1º Fórum Empresarial Brasil-Colômbia em Bogotá. Lula observou que o Brasil tem 16 mil quilômetros de fronteiras secas e que a melhor segurança para a região fronteiriça é o seu "desenvolvimento econômico". Citando as altas reservas em dólar dos países sul-americanos, Lula sugeriu a criação de um fundo garantidor, possibilitando investimentos estratégicos no continente. "Para fazer as hidrelétricas que são necessárias construir, para fazer as estradas, os portos, para fazer investimentos em comunicações".

O presidente Lula defendeu na última quinta-feira, 4, que Brasil e Colômbia invistam mais na integração regional, aumentando tanto a segurança fronteiriça como o desenvolvimento no interior do subcontinente. Lula participou do 1º Fórum Empresarial Brasil-Colômbia em Bogotá.

Lula observou que o Brasil tem 16 mil quilômetros de fronteiras secas e que a melhor segurança para a região fronteiriça é o seu "desenvolvimento econômico".

Citando as altas reservas em dólar dos países sul-americanos, Lula sugeriu a criação de um fundo garantidor, possibilitando investimentos estratégicos no continente. "Para fazer as hidrelétricas que são necessárias construir, para fazer as estradas, os portos, para fazer investimentos em comunicações".

Segundo o ex-presidente, por muito tempo houve uma distância desnecessária entre os países sul-americanos. "Todos nós estávamos acostumados a crer que a União Europeia e os Estados Unidos resolveriam todas as nossas necessidades de avanços tecnológicos, de exportação, de consumo, e não era assim", disse. "Ninguém quer prejudicar a relação soberana dos demais países. Ninguém quer que a Colômbia deixe de fazer seus acordos com os Estados Unidos, ou com a China ou com o Japão.

"Queremos é que a Colômbia comece a pensar no que pode fazer com o Brasil, e que o Brasil comece a pensar no que pode fazer com a Colômbia."

De acordo com Lula, outra visão errada que se tinha era de que saúde, educação, previdência ou transferência de renda fossem considerados gastos. "Nós entendemos que isso é um investimento. Um investimento que vai gerar um consumidor. E tudo o que os empresários precisam aqui é de consumidores."

Tranquilidade – Dirigindo-se ao presidente da Colômbia, Lula elogiou a postura do país em relação à América do Sul. "A Colômbia está vivendo um momento de tranquilidade extraordinária com alguns vizinhos polêmicos e eu tenho a convicção e a certeza de que esses resultados são a sua visão política", afirmou. "A paz com os vizinhos é o que pode possibilitar à Colômbia e ao Brasil e outros países tenham um desenvolvimento extraordinário."

Para o ex-presidente, é necessário aproveitar o momento em que ambos os países estão dispostos a investir na cooperação Sul-Sul. "Estou convencido, presidente Santos, de que a presidente Dilma tem uma vocação de integração da América do Sul, pois isto está em seu sangue, em sua formação política, está em sua ambição ideológica para a América do Sul".

Crise- O ex-presidente Lula aconselhou também os Estados Unidos e a Europa, que identificou como países "ricos", a investirem no "mundo pobre", fonte de novos consumidores que podem ajudar a superar a crise financeira que atravessam. "Penso que estamos diante de um desafio importante no século XXI, e o mundo rico precisa investir no mundo pobre, porque são os pobres que devem voltar a consumir", avaliou o ex-presidente na abertura da primeira edição do Fórum de Investimento Colômbia-Brasil, em Bogotá.

Lula explicou que a questão fundamental de sua gestão foi compreender que aplicar políticas sociais para reduzir a pobreza tem consequências favoráveis no desenvolvimento da economia, visto que um clima de equidade e consumo atrai investimento estrangeiro.

O ex-presidente lembrou aos mais de 500 empresários e políticos dos dois países reunidos no encontro que têm a responsabilidade de definir as estratégias de cooperação para que os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, possam assinar acordos que aproximem as nações.
O governante colombiano enfatizou assim o potencial de uma aliança Sul-Sul, não só com o Brasil, mas com todo o continente, para que esta seja "a década da América Latina".
 

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