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Institutos nacionais estimulam novo modelo de fazer ciência

Os 126 institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) movimentam cerca de R$ 610 milhões anuais no desenvolvimento de pesquisas em áreas como saúde, biotecnologia, nanotecnologia e energia. A organização dos institutos produziu um novo modelo de fazer ciência, buscando a fronteira do conhecimento e a transferência de tecnologia em benefício da sociedade, de acordo com o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva.

Os 126 institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) movimentam cerca de R$ 610 milhões anuais no desenvolvimento de pesquisas em áreas como saúde, biotecnologia, nanotecnologia e energia. A organização dos institutos produziu um novo modelo de fazer ciência, buscando a fronteira do conhecimento e a transferência de tecnologia em benefício da sociedade, de acordo com o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. “Isso [a pesquisa] é feito de forma integrada, num formato de rede multidisciplinar, com complementariedade de áreas temáticas de grupos diferentes que se juntam num projeto, no qual o resultado é mais do que a soma de cada uma das partes”, analisou Oliva.
 
Os INCTs têm o objetivo de agregar grupos de pesquisa de diversas áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do País, estimulando o desenvolvimento da pesquisa científica, tecnológica e a inovação, além da formação de recursos humanos e difusão da ciência.
 
Entre os resultados do programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de formar institutos virtuais com laboratórios de universidades de todo o País organizados por tema de pesquisa, Oliva destacou a criação de uma rede de indústria de pequenos veículos aéreos não tripulados (vants) nas áreas de defesa e agricultura. Os aparelhos podem circular sobre as plantações para a avaliação do desenvolvimento de pragas.
 
Outro projeto é a elaboração de um mapa de oportunidades para a inserção de comunidades étnicas no sistema educacional brasileiro, numa iniciativa da Secretaria de Políticas de Igualdade Racial da Presidência da República. “Temos vários casos de sucesso. Esses são dois exemplos, um na engenharia e outro em ciências humanas; mas nós temos vários INCTs na área de saúde que desenvolveram vacinas que estão praticamente no mercado, como, por exemplo, a vacina da Leishmaniose”, comentou Oliva.
 
Parceria – Na avaliação do secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, que preside o comitê de coordenação dos INCTs, o sucesso do programa é fruto de uma grande parceria, envolvendo fundações de amparo à pesquisa, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), a Petrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Saúde, entidades que estavam representadas no comitê de avaliação.
 
Para Elias, os institutos são instrumentos importantes dentro da agenda de ciência e tecnologia. “Os institutos representam um salto qualitativo em termos da capacidade de articulação em rede sobre temáticas relevantes e prioritárias para o avanço da ciência, assim como para o avanço da sociedade brasileira”, avalia.
 
Programa – Os institutos têm a função de agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e estratégicas para o desenvolvimento sustentável do País. A meta é impulsionar a pesquisa científica básica e fundamental competitiva internacionalmente e estimular o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta associada a aplicações para promover a inovação.
 
Os INCTs trabalham de forma integrada com o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). Além de promover o avanço da competência nacional nas devidas áreas de atuação, criando ambientes estimulantes para alunos do ensino médio ao pós-graduado, o programa também se responsabilizará diretamente pela formação de jovens pesquisadores e apoiará a instalação e o funcionamento de laboratórios em instituições de ensino e pesquisa e empresas.
 
Secom

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