Foz do Iguaçu no cenário Brasil e Mundo, por José Afonso de Oliveira
Foz do Iguaçu tem as suas particularidades destacando-se como sendo a maior cidade de fronteira do Brasil. Além disso ocupa uma posição importante no cenário paranaense como sendo a sétima cidade paranaense em população mas com posição bem mais destacada no ambiente de sua movimentada e sólida economia.
Foz do Iguaçu tem as suas particularidades destacando-se como sendo a maior cidade de fronteira do Brasil. Além disso ocupa uma posição importante no cenário paranaense como sendo a sétima cidade paranaense em população mas com posição bem mais destacada no ambiente de sua movimentada e sólida economia.
Aqui são recebidos, anualmente, presidentes, tanto do Brasil como de diversos outros países, ministros, autoridades que, muitas vezes em visita oficial ao Brasil, para aqui se deslocam para ver e sentir a beleza da cidade.
Artistas de renome nacional e internacional também estão sempre presentes entre nós visitando a cidade, encantados com suas belezas singulares.
Mais do que isso cidadãos das nossas vizinhas Puerto Iguazu, na Argentina e Ciudad Del Este, no Paraguai, aqui fazem suas compras, frequentam os nossos bares, restaurantes, casas de show e também os nossos hospitais, escolas, enfim vivem também uma relação muito interessante com a cidade.
Somos também a entrada do Mercosul e estamos no epicentro de uma realidade regional única, compreendendo Assunção, no Paraguai; Cordoba e Buenos Aires, na Argentina, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro no Brasil. Vivem nessa área algo em torno de 2 milhões e 700 mil habitantes o que constitui uma região de intenso comércio, dentro da realidade agora do Mercosul.
Temos uma linha de transportes urbanos internacionais interligando a nossa cidade com Puerto Iguazu, na Argentina e Ciudad Del Este, no Paraguai.
Por isso também é possível tomar o café da manhã aqui em Foz do Iguaçu, almoçar em Ciudad Del Este e jantar em Puerto Iguazu, tudo isso percorrendo algo em torno de 30 km.
Isso eleva a cidade de Foz do Iguaçu a uma condição diferenciada de qualquer outra cidade brasileira. Isso também implica em toda uma série de gastos atendendo pacientes dos países vizinhos, ajudando os vizinhos em combates à criminalidade, endemias sociais enfim criando despesas sem que hajam receitas compensatórias para isso.
O prefeito de Foz do Iguaçu representa autoridades estaduais e federais em vários momentos, atendendo às especificidades dos nossos visitantes sem que a cidade tenha qualquer retribuição uma vez que também tudo isso envolve gastos.
Como estamos próximos ao centro da América do Sul ocupamos uma posição estratégica e para isso necessitamos de implementar toda uma série de ações mas não dispomos nem de legislação específica para isso, menos ainda de recursos que possam auxiliar nesse trabalho que estamos realizando já fazem uns bons anos.
Tanto o governo federal quanto também estadual devem olhar para Foz do Iguaçu vendo a importância que temos enquanto cidade fronteiriça no atual contexto da globalização que estamos vivenciando.
Projetos nacionais e estaduais devem aqui ser implementados visando o melhor aproveitamento que temos a nossa posição estratégica dentro do quadro da globalização. Pensar na projeção do Brasil de fora para dentro, entendendo que diversas coisas podem e devem ser realizadas com o intuito de melhoria das condições de vida para os cidadãos desta cidade.
Temos, por exemplo, uma grande e rica diversidade cultural proveniente dos vários povos com que convivemos. Necessitamos, com a devida urgência de um teatro que nos possibilite avançar na área cultural aproveitando toda essa riqueza que possuímos que é única no mundo em um local só, das proporções que ocupamos.
Aproveitar melhor as nossas riquezas tecnológicas com a Itaipu Binacional, as nossas áreas verde com o Parque Nacional do Iguaçu, os nossos rios, Paraná e Iguaçu, enfim há toda uma série bastante grande de situações que precisam ser pensadas e trabalhadas em favor da cidade.
Na Europa os pequenos rios são preservados, utilizados para transporte, navegação, turismo enquanto que os nossos são maravilhosos, esplêndidos mas que não tem ainda a devida atenção que merecem, estando completamente abandonados, significando também uma terra de ninguém, onde, aparentemente, tudo é permitido.
Ao falarmos de Foz do Iguaçu temos que mencionar, obrigatoriamente, a beleza do nosso por do sol, único no Brasil. É de uma grandeza e de uma beleza cênica inigualável e tudo isso merece uma forma muito própria e original de utilização, dentro de todos os atuais conceitos de preservação do ambiente.
As nossas ruas arborizadas, fazendo verdadeiros “túneis” de árvores que se entrelaçam ou então a maravilha do plátanos da avenida Paraná que perdem as suas folhas que ficam com cor de cobre e agora na chegada da primavera todas esverdeadas, coisa belíssima de se ver e admirar.
Pensar que tudo isso pode muito bem ser utilizado para implementar atividades turísticas criando-se reservas como orquidários, reservas de plantas, árvores enfim material para divulgação e pesquisa.
Todas essas riquezas devem ser devidamente pensadas, trabalhadas em novas ofertas da cidade para o presente e futuro.
Pelo sociólogo José Afonso de Oliveira
http://afronteira.com/br/colunas/jose-afonso-oliveira
