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Governo quer repatriar brasileiros para acelarar desenvolvimento do país

O Brasil quer inverter o processo da fuga de cérebros ocorrida nas últimas décadas. Jovens pesquisadores,cientistas e estudantes eram cooptados para trabalhar em outros países para o desenvolvimento de projetos. Agora, o governo Dilma quer reverter essa dinâmica e atrair as “mentes brilhantes” de volta para o Brasil e vai lançar, neste semestre, um programa específico para atrair brasileiros do exterior, que possam contribuir para o desenvolvimento do país. A proposta é do ministro Aloisio Mercadante (Ciência e Tecnologia).

O Brasil quer inverter o processo da fuga de cérebros ocorrida nas últimas décadas. Jovens pesquisadores,cientistas e estudantes eram cooptados para trabalhar em outros países para o desenvolvimento de projetos.

Agora, o governo Dilma quer reverter essa dinâmica e atrair as “mentes brilhantes” de volta para o Brasil e vai lançar, neste semestre, um programa específico para atrair brasileiros do exterior, que possam contribuir para o desenvolvimento do país. A proposta é do ministro Aloisio Mercadante (Ciência e Tecnologia). 

O Brasil pretende seguir, com urgência, segundo Mercadante, um programa similar implantado na China. "Isso vai sair o mais rápido possível, ainda neste semestre", disse o ministro, acrescentando que os detalhes o projeto serão divulgados posteriormente.

DIÁSPORA

A China tem um programa para atrair profissionais de destaque no exterior batizado de "Esquema de 1.000 Talentos". Ele vem atraindo cerca de 100 profissionais dos mais diversos ramos para o país a cada ano. Não apenas na área de ciência e tecnologia, que seria o foco principal do Brasil, como também em outras áreas como finanças e até jornalismo.

Na China, o governo oferece uma espécie de prêmio para incentivar o retorno da diáspora que vai de US$ 150 mil até US$ 600 mil, além de salários competitivos.
Para Mercadante, o Brasil seria um destino atraente para brasileiros hoje no exterior ao oferecer salários de nível mundial e excelentes condições de trabalho e pesquisa na área de ciência e tecnologia.

"Temos visto um interesse grande de brasileiros da diáspora em projetos em universidades, por exemplo", disse.  Além de tentar atrair esses "cérebros" para o trabalho no Brasil, por meio de empregos ou bolsas de estudo, o ministro pretende criar redes de contato com brasileiros no exterior para intercâmbio de experiências e atividades mais práticas, como organização de palestras e seminários no Brasil.

Mercadante disse ainda não ter uma estimativa do total de brasileiros em posições de ponta no mundo, mas, apenas nos Estados Unidos, segundo foi informado pelo governo americano, há por volta de três mil professores universitários de origem brasileira.

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