Governo prevê elevação de 10% em investimentos públicos
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, anunciou que o governo prevê forte alta de investimento, durante o ano, com taxa de expansão econômica superior a 10%. "Até o fim do ano, vamos ter crescimento forte", disse. Os investimento do governo federal, segundo ministro, vão ultrapassar inclusive, o Produto Interno Bruto (PIB).
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, anunciou que o governo prevê forte alta de investimento, durante o ano, com taxa de expansão econômica superior a 10%. "Até o fim do ano, vamos ter crescimento forte", disse. Os investimento do governo federal, segundo ministro, vão ultrapassar inclusive, o Produto Interno Bruto (PIB).
Para quantificar, de janeiro a abril, os investimentos somaram R$ 13,4 bilhões, contabilizando crescimento de 5% em comparação com igual período de 2010. De janeiro a março, porém, os investimentos estavam 9% acima de 2010. De janeiro a fevereiro, a diferença era de 25%. No mês de janeiro, isoladamente, os investimentos de 2011 foram 85% superiores aos de 2010. Os números mostram, portanto, uma perda de fôlego.
Dos R$ 13,381 bilhões em pagamentos referentes a investimentos realizados pelo governo central até abril deste ano, apenas R$ 685,808 milhões se referem a despesas do Orçamento deste ano. Os demais R$ 12,695 bilhões são restos a pagar. Esse movimento é considerado normal pelo secretário. "Todo ano é assim", comentou.
PAC. Mesmo no período de contenção de gastos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostrou vigor e permaneceu injetando recursos na economia e na execução de obras por todo o Brasil. De janeiro a abril, foram gastos R$ 7,559 bilhões, um crescimento de 39% sobre igual período em 2010. Os investimentos do PAC respondem por boa parte dos restos a pagar.
Desde o lançamento do programa, em 2007, os ministérios encarregados vêm fazendo empenhos (comprometendo recursos do Orçamento) mesmo no fim do ano, sabendo que a despesa passará para o ano seguinte.
É uma forma de garantir que os projetos não percam velocidade. Segundo Augustin, os investimentos fora do PAC sofreram maior restrição no início do ano. Agora, eles tendem a crescer mais fortemente.
