Ganhos salariais acima da inflação tiveram recorde em 2010, segundo o Dieese
Os trabalhadores da indústria, do comércio e de serviços conseguiram reajustes salariais em índices superiores ao da inflação oficial e os índices atingiram o maior patamar da série histórica, segundo o Dieese. De um total de 700 de negociações, 88,7% tiveram aumento real de salários, ante 78% em 2008, e 79,61%, em 2009. De acordo com o Dieese, a recuperação do poder de compra dos trabalhadores vem ocorrendo desde 2004, quando os ganhos reais foram obtidos por 55% das negociações. Esse avanço é resultado do bom desempenho da economia, com crescimento de 7,5% do PIB em 2010. Além disso, o Dieese atribuiu a melhoria salarial às ações das entidades sindicais na luta para a valorização do salário mínimo.
Os trabalhadores da indústria, do comércio e de serviços conseguiram reajustes salariais em índices superiores ao da inflação oficial e os índices atingiram o maior patamar da série histórica, segundo o Dieese. De um total de 700 de negociações, 88,7% tiveram aumento real de salários, ante 78% em 2008, e 79,61%, em 2009.
De acordo com o Dieese, a recuperação do poder de compra dos trabalhadores vem ocorrendo desde 2004, quando os ganhos reais foram obtidos por 55% das negociações. Esse avanço é resultado do bom desempenho da economia, com crescimento de 7,5% do PIB em 2010. Além disso, o Dieese atribuiu a melhoria salarial às ações das entidades sindicais na luta para a valorização do salário mínimo.
As faixas de aumento mais expressivas também cresceram em 2010. Em 28 negociações, ocorreram ganhos de 5%. Nos dois anos anteriores, esse percentual tinha sido menor: duas em 2008 e dez em 2009. Em 106 negociações, o que representa 15% do universo analisado, os reajustes ficaram em torno de 3%.
O estudo também aponta que 7% de negociações tiveram pelo menos a reposição da inflação e 3,4% ficaram entre 0,01% e 1% abaixo da inflação.
A apuração só mede os grupos de negociações e não tem como mensurar o total de trabalhadores envolvidos. O estudo mostra que o setor do comércio foi o que mais concedeu aumentos reais em 95,7% das negociações, ante 90,5% da indústria e 82,8% de serviços.
Para 2011, a previsão é de maior dificuldade diante da desaceleração da economia no mercado doméstico e de “um cenário externo de muitas incertezas”. Ainda assim, projeta a continuidade de um mercado de trabalho em expansão.
Esse cenário deverá ser temporária, porque em 2012 a economia já apresentará os reflexos dos investimentos para preparar o país para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele calcula um reajuste entre 13% e 14% para o salário mínimo no próximo ano.
