Fruet, mais um jovem tucano, que migra para base de apoio do governo do PT
Em junho de 2005, quando eclodiu a maior crise do governo Lula, três jovens deputados tucanos assumiram a linha de frente nas comissões montadas pela oposição no Congresso para investigar o suposto esquema que ficou conhecido como mensalão. Despontavam como os baluartes da oposição os deputados Eduardo Paes (RJ), Gustavo Fruet (PR) e Carlos Sampaio (SP). Seis anos depois, dois desses “combativos” oposicionistas migraram para a base governista. Paes, que na época do mensalão era vice-líder do PSDB e tinha 36 anos, filiou-se ao PMDB e virou prefeito do Rio de Janeiro com o apoio do PT e de Lula, que um dia foi chamado por ele de “chefe de quadrilha”. O apoio do então presidente na eleição de 2008 o levou a dizer que havia “exagerado no tom” durante a CPI. Depois de Paes, agora é a vez de Fruet, que anunciou nesta quarta-feira sua saída do PSDB. O seu destino mais provável é o PDT, legenda pela qual deve se candidatar à prefeitura de Curitiba no ano que vem com apoio dos petistas. Um dos articuladores da mudança é o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.
Em junho de 2005, quando eclodiu a maior crise do governo Lula, três jovens deputados tucanos assumiram a linha de frente nas comissões montadas pela oposição no Congresso para investigar o suposto esquema que ficou conhecido como mensalão. Despontavam como os baluartes da oposição os deputados Eduardo Paes (RJ), Gustavo Fruet (PR) e Carlos Sampaio (SP).
Seis anos depois, dois desses “combativos” oposicionistas migraram para a base governista. Paes, que na época do mensalão era vice-líder do PSDB e tinha 36 anos, filiou-se ao PMDB e virou prefeito do Rio de Janeiro com o apoio do PT e de Lula, que um dia foi chamado por ele de “chefe de quadrilha”. O apoio do então presidente na eleição de 2008 o levou a dizer que havia “exagerado no tom” durante a CPI.
Depois de Paes, agora é a vez de Fruet, que anunciou nesta quarta-feira sua saída do PSDB. O seu destino mais provável é o PDT, legenda pela qual deve se candidatar à prefeitura de Curitiba no ano que vem com apoio dos petistas. Um dos articuladores da mudança é o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.
Fruet, que aos 42 anos era sub-relator de Movimentações Financeiras na CPMI dos Correios – criada para interrogar os personagens do escândalo – deixou a legenda por não vislumbrar espaço para sua candidatura na seara tucana, hoje dominada pelo governador Beto Richa – que o levou ao PSDB no início de 2005.
Em nota, Fruet justificou a saída dizendo ter passado meses em “conversações internas infrutíferas”, “incompreensão com o silêncio e a falta de clareza da direção do partido na capital”. Na saída, anunciou que corria em direção ao futuro (sic) e deixou de fora o ex-padrinho da lista de agradecimentos.
