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Governo reafirma compromisso com setor têxtil e de confecção

O deputado federal Zeca Dirceu esteve reunido com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, na última semana.

O deputado federal Zeca Dirceu esteve reunido com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, na última semana, junto com deputados da Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, presidida pelo gaúcho Henrique Fontana (PT-RS), e representantes da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – Abit.

 

O ministro Borges reafirmou o compromisso do Governo Federal com o segmento, que representa 5% do Produto Interno Brasileiro (PIB), e garantiu que a desoneração fiscal da folha de pagamento deverá ser mantida pela União. “É uma medida que mantém a criação de empregos mesmo com possíveis quedas de produção. Tem uma posição muito firme do governo pela renovação”, salientou.

 

O deputado Zeca Dirceu saiu da reunião otimista e destacou a preocupação do ministro com o setor. "A reunião foi muito produtiva, o ministro ouviu representantes dos empresários e trabalhadores por mais de uma hora, sai convencido que ele será um aliado dentro do governo na defesa de todas as reivindicações do setor têxtil e de confecções", disse o parlamentar.

 

Durante a audiência, representantes de sindicatos e empresários ligados ao setor solicitaram a implantação do Regime Tributário Competitivo para a Confecção (RTCC). Trata-se de uma proposta que promove desoneração, simplificação e desburocratização da carga tributária incidente sobre as confecções. “O mercado brasileiro está sendo muito disputado por outros países e nós queremos proteger nossas indústrias de confecção através de um regime tributário diferenciado”, explicou o deputado Henrique Fontana.

 

O diretor e superintendente da Abit, Fernando Valente Pimentel, destacou a reunião como um momento de progresso para as discussões sobre o setor. “O ministro reiterou o compromisso com a industria têxtil e pudemos aprofundar a discussões para o resgate da competitividade comercial do setor que é o segundo maior empregador  do 2º maior empregador da indústria de transformação”, lembrou o diretor.

 

A Abit também solicitou a inclusão de um Kit Têxtil no programa Minha Casa Melhor, através da inserção de artigos de cama, mesa, banho e decoração. Para o presidente da Associação, Rafael Cervone Netto, estes produtos são de primeira necessidade e poderiam ser facilmente incluídos na linha de financiamento do programa. Segundo dados da entidade, a medida poderá gerar faturamento de até R$ 2 bilhões por ano ao setor. Atualmente, o setor têxtil e de confecção brasileiro é responsável por empregar 1,7 milhão de pessoas e tem faturamento anual de US$ 56 bilhões, dos quais US$ 1,3 bilhão em exportações.

 

Com informações da Abit e Ascom Dep. Henrique Fontana

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