Forças Armadas lançam Centro de Defesa Cibernética
As Forças Armadas lançam, no início do segundo semestre, o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber). O projeto reunirá cerca de cem oficiais com o objetivo de coordenar e integrar as ações de defesa cibernética do Exército, Marinha e Aeronáutica. Preparado há cerca de um ano, o centro será equipado com simuladores para exercício de guerra cibernética, laboratório para análise de artefatos maliciosos na rede e centro de tratamento de incidentes.
As Forças Armadas lançam, no início do segundo semestre, o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber). O projeto reunirá cerca de cem oficiais com o objetivo de coordenar e integrar as ações de defesa cibernética do Exército, Marinha e Aeronáutica.
Preparado há cerca de um ano, o centro será equipado com simuladores para exercício de guerra cibernética, laboratório para análise de artefatos maliciosos na rede e centro de tratamento de incidentes.
"O mundo mudou, e hoje uma equipe de dez pessoas mal-intecionadas, com grande conhecimento, pode fazer estragos enormes em estruturas sofisticadas", disse o coronel do Exército Luis Cláudio Gomes Gonçalves, que coordena a implantação do CDCiber.
Uma vez inaugurado, o novo órgão será dirigido pelo general de divisão José Carlos dos Santos.
O coronel Gonçalves destaca duas características da guerra cibernética que dificultam as atividades de defesa. Uma delas é a assimetria, que faz com que uma força reduzida e bem treinada consiga causar danos em forças muito maiores. "Quanto mais sofisticada é a rede de um país, mais ela está suscetível a ataques cibernéticos", diz o coronel.
O outro elemento é a anonimidade, que prejudica a identificação do autor do ataque. Em geral, a agressão virtual é realizada por meio de computadores-zumbis, pertencentes a usuários comuns, que nem sabem que suas máquinas foram invadidas e estão servindo a outras pessoas.
