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Europa se depara com falta de capacitação de jovens, por Zé Dirceu

No blog do meu pai, Zé Dirceu, não deixem de ler um artigo de como a crise europeia vem atingindo a capacitação dos jovens, principalmente, na área de informática. Esse reflexo será sentido nos próximos dez anos. Ele também faz uma comparação com o Brasil, aonde o fortalecimento na educação vem sendo incentivado não só para os estudantes, como também para os profissionais.

No blog do meu pai, Zé Dirceu, não deixem de ler um artigo de como a crise europeia vem atingindo a capacitação dos jovens, principalmente,  na área de informática. Esse reflexo será sentido nos próximos dez anos.
 
Ele também faz uma comparação com o Brasil, aonde o fortalecimento na educação vem sendo incentivado não só para os estudantes, como também para os profissionais.  Segue abaixo o artigo:
 
A crise na Europa se estende desde o final de 2008 e novas pesquisas apontam que a situação pode continuar grave por muitos anos ainda. Dados da Comissão Europeia revelam a severa escassez de capacitação dos jovens europeus em computação e informática, o que é um indicador de uma menor capacidade de competição desses jovens no mercado de trabalho nos próximos dez anos.
 
Parte importante da juventude do continente não conta com capacitações digitais básicas, o que dificulta o acesso a empregos, principalmente em uma economia que se digitaliza rapidamente. O problema ganha contornos mais dramáticos ante aos níveis de desemprego existentes no velho continente. Hoje, a Europa tem 24 milhões de desempregados e, dessa parcela, a quantidade de jovens é significativa: na Espanha e Grécia, por exemplo, mais de 50% dos jovens estão desempregados.
 
Fica perceptível a necessidade de capacitar essa parcela da população quando a Comissão Europeia informa estimar que devem ser criados 16 milhões de postos de trabalho para pessoas altamente qualificadas até 2020. Na contramão, os postos para pessoas de baixa capacitação se reduzirão em 12 milhões no mesmo período.
 
Desafios, da Europa ao Brasil
 
Vemos, portanto, que a oferta de trabalhadores com capacitação se tornou um gargalo para o crescimento do setor tecnológico, o que põe em risco tanto a competitividade, quanto a inovação na Europa. O desafio pelo qual passam os europeus é o mesmo pelo qual nós passamos.
 
Nós próximos anos, o que definirá o futuro de nossa economia será nossa capacidade de revolucionar a educação e preparar as crianças e jovens de hoje para a próxima década. Precisamos tirar a educação brasileira do século XX e resgatar o país do atraso tecnológico de duas décadas sem investimentos em inovação.
 
Daí ser bem vindo o anúncio do Ministério da Saúde de que irá investir R$ 259 milhões nos 21 laboratórios públicos nacionais que fabricam medicamentos, vacinas e equipamentos.
 
Espera-se que nos próximos quatro anos um montante de mais de R$ 1 bi seja destinado às instituições, além da mesma quantia vinda de contrapartidas dos Estados. O Programa de Investimento no Complexo Industrial da Saúde (PROCIS) tem o objetivo de garantir a fabricação nacional de produtos estratégicos para o país e para a sua saúde.

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