Emergentes à frente do FMI. Por que, não?
A renúncia de Strauss Kahn da direção do FMI, em razão de um escândalo sexual, é um sinal claro e evidente da urgência em se rever alguns conceitos. De fato, chegou a hora do fundo mudar, revigorar-se e buscar um caminho mas humanizado e menos burocrata. A escolha de um representante dos países emergentes ou como prefiro dizer, em expansão socioeconômica, seria um importante passo nesse sentido. Brasil, Índia e China simbolizam tal alternância.
A renúncia de Strauss Kahn da direção do FMI, em razão de um escândalo sexual, é um sinal claro e evidente da urgência em se rever alguns conceitos. De fato, chegou a hora do fundo mudar, revigorar-se e buscar um caminho mas humanizado e menos burocrata.
A escolha de um representante dos países emergentes ou como prefiro dizer, em expansão socioeconômica, seria um importante passo nesse sentido. Brasil, Índia e China simbolizam tal alternância.
O Brasil, principalmente, tem plenas condições de indicar um representante para comandar o FMI. Nosso país, mostra vigor econômico e uma eficiente política de equilíbrio social, em termos humanizada, referência em todo o planeta. Talvez seja exatamente esse espírito necessário para tornar o órgão internacional realmente conectado ao planeta e ao desenvolvimento das nações.
Além disso, o Brasil apresenta excelentes perspectivas do ponto de vista econômico, tecnológico e comercial, para os próximos anos e décadas. Haja vista programas consolidados como os biocombustíveis, as novas plataformas de extração de petróleo da Petrobrás, tonando o país autossuficiente, as relações comerciais extensas a uma imensa variedade de países de todos os continentes e os programas sociais que retiram, em poucos anos, milhões de pessoas da pobreza ou mesmo da linha da miséria extrema. O Brasil é um fragmento importante do mundo que serve hoje de exemplo para o mundo, de como é possível haver equilíbrio em todos os setores.
Países em desenvolvimento devem, sim, ampliar o espaço, respeito e a autonomia no mundo e a indicação de um nome para chefiar o FMI, seria estratégico. Chegou a hora de descentralizar o comando do fundo e incluir, de fato, todas as nações neste plano de apoio financeiro mundial.
Ainda há tempo de pleitearmos a direção do instituto, até porque os europeus já o fazem, como a França, que pretende, mesmo com a saída Strauss, indicar outro nome de preferência, no caso, a ministra das Finanças, Christiane Lagarde, para liderar o Fundo Monetário Internacional. O mundo precisa ficar atento, pois, deste modo, os nomes mudam, mas a estrutura e o poder permanecem basicamente sob o mesmo comando.
