Embrapa vai controlar banco de material genético de animais selvagens da AL
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agrocpecuária) acabou de assumir o controle do primeiro banco de material genético (germoplasma) de animais selvagens da América Latina. A transferência do material foi feita pela Fundação Jardim Zoológico de Brasília, antiga depositária da unidade de conservação dos germosplasmas, consolidando a cooperação técnica, entre as duas instituições.
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agrocpecuária) acabou de assumir o controle do primeiro banco de material genético (germoplasma) de animais selvagens da América Latina.
A transferência do material foi feita pela Fundação Jardim Zoológico de Brasília, antiga depositária da unidade de conservação dos germosplasmas, consolidando a cooperação técnica, entre as duas instituições.
A ação conjunta é um avanço no trabalho de conservação e pesquisa com animais silvestres e exóticos, em prática desde 2010. No acordo assinado, fica assegurado ao zoológico de Brasília, o acesso, em primeira mão, a qualquer material genético com vistas à conservação e pesquisa.
Com a tecnologia, poderá ser feita reprodução assistida de animais, que engloba a inseminação artificial, fertilização in vitro e transferência de embrião. O armazenamento das células-tronco possibilita, por exemplo, tratamento de animais, pesquisa e, caso necessário, a clonagem de animais. O material genético fica guardado em botijões de nitrogênio a 196 graus abaixo de zero.
A Embrapa já mantém um banco de germoplasma com maioria de espécies doméstica. Alexandre Floriani Ramos, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, disse que o foco é a conservação dos recursos genéticos, principalmente, de espécies ameaçadas. “O material estará resguardado para uso futuro em pesquisas ou na reintrodução dessas espécies, eventualmente extintas, na natureza”, completa.
O diretor-presidente do Zoológico da Brasília, José Belarmino da Gama, comemora a parceria. “Tínhamos um custo muito elevado. Agora com o convênio com a Embrapa, que já fazem isso em animais de produção, poderemos ampliar esse trabalho sem custo para o zoológico”, afirma Belarmino.
Em quase um ano de projeto no zoológico, já foram coletados materiais genéticos de 21 animais, como lobo-guará, raposa, macaco-prego e tamanduá.
