É hora de mudar de novo para evitar a volta do desemprego
Vejam o texto publicado no blog do meu pai, José Dirceu, nesta terça-feira (22). Com a crise econômica, diversos países terão que mudar a forma de gestão para evitar o desemprego. O Brasil terá de investir no público e no privado, além de controlar os gastos da economia.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou ontem um balanço e um alerta sobre o aumento do desemprego nos países emergentes, incluindo o Brasil, nos próximos cinco anos. O motivo é a crise internacional.
É a mesma crise que vem atingido os países riscos. É a crise financeira desencadeada a partir dos Estados Unidos pela especulação criminosa e fraudulenta nos mercados imobiliários, de ações e de moedas.
A OIT diz que, até agora, a América Latina manteve a expansão econômica com políticas anticíclicas (ao contrário do que vem fazendo a Europa) e com os preços das commodities. Mas a desaceleração do comércio global e a queda nos preços dessas commodities deve impactar o mercado de trabalho.
Diante desse cenário, segundo a OIT, nos próximos dois anos, o Brasil corre o risco de ter mais 500 mil desempregados. A taxa de desemprego passaria de 6,3% para 6,5% neste ano.
Hora do desafio nacional
A partir desse alerta da OIT, só há uma saída para o Brasil: aumentar os investimentos públicos e privados e avançar na redução dos custos da economia. Com os custos financeiros e tributários em primeiro lugar. É preciso uma reforma que redistribua socialmente a carga tributária, e não apenas a reduza para a produção e os investimentos.
Também é necessário fazer investimentos na infraestrutura, no aumento da produtividade, na educação e na inovação. O desafio é fazer uma revolução educacional e científica.
Além disso, deve-se concentrar no mercado interno e na melhoria da gestão pública. Sem esquecer a integração sul-americana e o foco na África e na Ásia como política externa e comercial do país.
Pode parecer o óbvio, mas são sem dúvidas os principais desafios do Brasil para evitar que a previsão da OIT se transforme em realidade. É hora de mudar de novo. É a hora do desafio nacional.
