Diplomados recebem salário 227% maior no Paraná
No Paraná, o nível de escolaridade é, cada vez mais, o principal fator determinante do salário no mercado de trabalho. Segundo dados do Cadastro Central de Empresas 2009 (Cempre) divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um funcionário com curso superior recebe em média 227% mais, em comparação com quem não tem diploma universitário no Estado.
No Paraná, o nível de escolaridade é, cada vez mais, o principal fator determinante do salário no mercado de trabalho. Segundo dados do Cadastro Central de Empresas 2009 (Cempre) divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um funcionário com curso superior recebe em média 227% a mais, em comparação com quem não tem diploma universitário no Estado.
A diferença mais significativa é na indústria, onde os empregados com nível superior recebem até 333% mais – a média salarial de quem concluiu o ensino universitário é de 9,6 salários mínimos, contra 1,9 salário mínimo dos demais. O comércio é a atividade onde o diploma conta menos, mas, ainda assim, a diferença salarial é expressiva: 169%. “Mais do que o sexo, embora existam ainda diferenças importantes de remuneração entre homens e mulheres, o que determina salários maiores é a escolaridade do empregado”, diz Denise Guichard Freire, gerente de análise do Cempre.
Funcionários com nível superior, contudo, ainda são minoria no Paraná. Dos cerca de 1,9 milhão de empregados assalariados em empresas, 91% não tinham ensino superior em 2009, segundo o IBGE. “Esse resultado está diretamente relacionado à distribuição de renda no país e também à oferta de mão de obra. É claro que, se existe uma oferta mais reduzida de pessoas com nível superior, a diferença para a grande massa de trabalhadores com menor escolaridade será maior”, afirma Christian Luiz Silva, professor de Economia da UTFPR.
Em termos nacionais, a desigualdade se repete. Em média, a diferença é de 225% entre os salários dos que têm e dos que não têm diploma. De um montante de 40,2 milhões de trabalhadores assalariados, 33,6 milhões não tinham nível superior (83,5%), contra apenas 6,6 milhões de pessoas com curso superior (16,5%). No entanto, a fatia de trabalhadores que concluíram a faculdade concentrou R$ 310,6 bilhões, ou 39,7% da massa salarial brasileira.
