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Dilma está mais preparada para investigar a ditadura, diz a revista americana Time

A presidenta Dilma Rousseff voltou a ganhar destaque na imprensa internacional. Na edição desta terça-feira (7), a revista norte-americana Time publicou reportagem em seu site na qual afirma que Dilma estaria mais preparada para investigar os crimes cometidos pelo governo brasileiro durante o período da ditadura militar (1964-1985). Sob o título de “o Brasil está pronto para enfrentar os esqueletos da ditadura?”, o texto afirma ser a primeira vez em que uma mudança na maneira como o assunto é tratado parece possível. “Dilma Rousseff, ex-guerrilheira eleita no ano passado, tomou posse em 1º de janeiro, mas há indicações passadas de que ela está preparada para reacender o debate controverso sobre o fracasso do Brasil em olhar para o passado de forma mais profunda”, diz.

 A presidenta Dilma Rousseff voltou a ganhar destaque na imprensa internacional. Na edição desta terça-feira (7), a revista norte-americana Time publicou reportagem em seu site na qual afirma que Dilma estaria mais preparada para investigar os crimes cometidos pelo governo brasileiro durante o período da ditadura militar (1964-1985).

 
Sob o título de “o Brasil está pronto para enfrentar os esqueletos da ditadura?”, o texto afirma ser a primeira vez em que uma mudança na maneira como o assunto é tratado parece possível. “Dilma Rousseff, ex-guerrilheira eleita no ano passado, tomou posse em 1º de janeiro, mas há indicações passadas de que ela está preparada para reacender o debate controverso sobre o fracasso do Brasil em olhar para o passado de forma mais profunda”, diz.
 
Segundo a Time, apesar de muitos militantes do PT terem sido perseguidos pelo regime ditatorial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “era estranhamente indisposto” a tratar sobre o tema e “ficou ao lado de generais que se recusaram a liberar documentos que poderiam ajudar as famílias a localizarem os corpos de parentes desaparecidos”. Além disso, a publicação diz que Lula apoiou a decisão de não investigar os crimes cometidos na época e não quis discutir a lei que anistiou os militares.
 
“A proteção aproveitada pelos militares por tanto tempo, bem como a falta geral de clamor público, significa que uma mudança rápida é improvável. Mas, pela primeira vez, ao menos uma mudança parece possível”, afirma a revista.
 
A publicação diz que Dilma parece mais preparada para confrontar o assunto, uma vez que a presidente faz muitas referências à defesa dos direitos humanos e a seu passado de combate à ditadura. Contudo, apenas a sugestão de que o Brasil pode investigar os crimes da época já assusta generais e provoca irritação, afirma a Time. “Como resultado, Rousseff sabe que tem que andar na fina linha entre investigar os abusos do passado e apaziguar os militares”. 
 
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