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Detentos irão trabalhar na Secretaria de Direitos Humanos

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), assinou na sexta-feira (24) contrato com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) para viabilizar a inserção no mercado de trabalho de 30 reeducandos que desenvolverão suas atividades na SDH.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), assinou na sexta-feira (24) contrato com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) para viabilizar a inserção no mercado de trabalho de 30 reeducandos que desenvolverão suas atividades na SDH.

Os beneficiados têm direito de abater um dia de pena para cada três dias trabalhados. Além disso, recebem bolsa-ressocialização no valor de R$ 625,00, mais auxílios transporte e alimentação. A seleção dos reeducandos tem o acompanhamento e autorização do Juiz da Vara de Execução Penal.

A parceria com a Funap é fruto das boas experiências com os reeducandos nas dependências da SDH, que já utiliza o programa há 12 anos, por meio do Ministério da Justiça.
O secretário de Gestão da Política de Direitos Humanos, Gleissom Cardoso Rubin comentou a assinatura do contrato. “A assinatura do contrato representa um instrumento que a Secretaria dos Direitos Humanos passará a contar, pra poder oferecer para estas 30 pessoas oportunidade de trabalho”.

Rubin comentou sobre o processo seletivo dos apenados. “As pessoas são selecionadas pela Fundação de Amparo ao Penado. São pessoas que estão cumprindo penas em regime semiaberto ou em condicional ou já no regime aberto, então as pessoas são alocadas na Secretaria dos Direitos Humanos e distribuídas pelas unidades de acordo com as necessidades de serviço”.

Segundo a coordenadora-geral de Normas e Gestão de Pessoas da SDH/PR, Cynthia Losso, a Secretaria tem três casos exemplares de reeducandos que chegaram pelo contrato da Funap e se destacaram a ponto de serem contratados via terceirização. “Há uma crença de que uma vez presa a pessoa não tem mais chances na vida, mas quando existe um ambiente desprovido de preconceito, acolhedor, e do outro lado um indivíduo com um firme propósito de seguir um novo caminho, não há como dar errado”, avalia.
 
(Apolos Neto – Rádio PT, com informações da SDH)

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