Desigualdade atinge menor índice no Brasil desde 1960, aponta estudo econômico
Os índices de desigualdade no Brasil atingiram o menor nível desde 1960, segundo cálculo feito pelo economista da FGV Marcelo Neri. O estudo mostra que, em 2010, o índice de Gini (que varia de zero a um, sendo um o grau maior de desigualdade possível) foi de 0,5304. Em 1990, pico da série, a desigualdade foi de 0,6091. Em 1960, o índice estava em 0,5367. O índice de Gini mede o grau de desigualdade na distribuição pessoal da renda, especialmente no rendimento do trabalho, e da participação do rendimento do trabalho na renda nacional.
Os índices de desigualdade no Brasil atingiram o menor nível desde 1960, segundo cálculo feito pelo economista da FGV Marcelo Neri. O estudo mostra que, em 2010, o índice de Gini (que varia de zero a um, sendo um o grau maior de desigualdade possível) foi de 0,5304. Em 1990, pico da série, a desigualdade foi de 0,6091. Em 1960, o índice estava em 0,5367.
O índice de Gini mede o grau de desigualdade na distribuição pessoal da renda, especialmente no rendimento do trabalho, e da participação do rendimento do trabalho na renda nacional.
Para o estudo, o economista se baseou em dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE para 2010, comparando com o Censo de 1960. Segundo ele, a queda da desigualdade pode ser ainda maior pelo fato da primeira pesquisa avaliar apenas os dados das regiões metropolitanas.
“Isso é bastante provável, já que as áreas rurais e as cidades pequenas têm avançado em termos de renda num ritmo melhor do que as grandes capitais, além de que dados definitivos para 2010 ainda não foram divulgados pelo IBGE”, destacou.
