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Conservadores tentam esconder as causas sociais da violência, por Zé Dirceu

"Por mais que se condene a violência que grassa na Europa - agora, com maior intensidade na Inglaterra - não se pode procurar esconder as causas sociais e as consequências das políticas recessivas adotadas em todos os países do velho continente, como tentam fazer os governos europeus. Estas políticas, sim, são de uma violência social nunca vista, com cortes em gastos sociais, salários, benefícios previdenciários e com aumentos de impostos diretos e indiretos, e um desemprego nunca visto. Já são 30 milhões, apenas nos países da União Europeia (UE) - e geralmente (com taxas) em dobro na juventude." Trecho do artigo publicado no zedirceu.com.br, leia na íntegra.

Por mais que se condene a violência que grassa na Europa – agora, com maior intensidade na Inglaterra – não se pode procurar esconder as causas sociais e as consequências das políticas recessivas adotadas em todos os países do velho continente, como tentam fazer os governos europeus.
 
Estas políticas, sim, são de uma violência social nunca vista, com cortes em gastos sociais, salários, benefícios previdenciários e com aumentos de impostos diretos e indiretos, e um desemprego nunca visto. Já são 30 milhões, apenas nos países da União Europeia (UE) – e geralmente (com taxas) em dobro na juventude.
 
Tem razão esta juventude ao se sentir traída, sem esperanças, sentir-se sem um futuro, mas ao mesmo tempo lutar e se opor às políticas de ajuste e às elites econômicas que se beneficiam destes jovens. Isso quando essas elites são as únicas responsáveis pela grave crise que se abate sobre o mundo.
 
Uma falta de pudor e de respeito à nossa inteligência
 
Se a situação, particularmente da juventude, é desoladora na Europa, não há como não repudiar, também, a linha editorial adotada por grande parte da mídia. Uma linha que pretende reduzir a explosão social na Grã-Bretanha à ação de vândalos e/ou baderneiros. Nossa imprensa segue posição ainda pior, na medida em que só reproduz isso sem maiores questionamentos e explicações.
 
Vejam, tentam criminalizar a rebelião popular na Europa – agora, maior na Grã-Bretanha – quando essas mesmas violência, explosões sociais e revoltas populares quando ocorridas na África e em países cujos governos as potências ocidentais têm interesse em derrubar são recebidas como um sopro de liberdade e de democracia.
 
Francamente, isso só revela, mais uma vez, a falta de pudor e de respeito à nossa inteligência por parte de nossos donos da mídia.
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