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Com 100 anos de idade, Dona Isolina Mendes é a aluna mais velha do EJA

Bela reportagem do jornalista Aurélio Cardoso, publicada na edição desta quarta-feira (25) no Jornal de Londrina, sobre a aposentada Isolina Mendes Campos. Com 100 anos de idade, celebrados esta semana, dona Isolina é a estudante mais velha em atividade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Londrina, no norte do Paraná. Ela frequenta as aulas noturnas da Escola Municipal Moacyr Camargo Martins, no Conjunto Parigot de Souza, das 19 horas às 21h45. Dona Isolina, certamente, é um exemplo de cidadania e de incentivo aos estudos para milhares de jovens, mostrando, na prática, que não existe idade para quem deseja aprender.

Bela reportagem do jornalista Aurélio Cardoso, publicada na edição desta quarta-feira (25) no Jornal de Londrina, sobre a aposentada Isolina Mendes Campos. Com 100 anos de idade, celebrados esta semana, dona Isolina é a estudante mais velha em atividade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Londrina, no norte do Paraná. Ela frequenta as aulas noturnas da Escola Municipal Moacyr Camargo Martins, no Conjunto Parigot de Souza, das 19 horas às 21h45. Dona Isolina, certamente, é um exemplo de cidadania e de incentivo aos estudos para milhares de jovens, mostrando, na prática, que não existe idade para quem deseja aprender.

Quase 20 alunos com mais de 45 anos dividem com Isolina a atenção da professora Selma Geraldino. A aposentada isolina Mendes resolveu frequentar as aulas há 13 anos. “Teve uma época em que parei de ir para a escola, mas deu saudade. Não gosto de ficar sem fazer nada. Eu não aprendo muito, mas ficar em casa sem fazer nada à noite não é comigo”, conta.
A diretora da escola lembra que os mais novos sempre querem saber da “vovó” e de onde ela tira fôlego para seguir estudando. “Os meninos queriam saber se ela tem uma letra bonita, se tem a mão firme e se consegue aprender tudo. Conto a eles que ela não foi alfabetizada, que o mais importante é se dispor a aprender e ter vontade de vir para a aula”, diz Regina Pierotti. “Eu escrevo, mas não conheço direito as letras”, ironiza Isolina.

O filho Raimundo, 62 anos, é quem cuida da mãe na casa onde moram, no Conjunto Ilda Mandarino. E afirma que a escola se transformou em uma terapia para a mãe. “Ela não gosta de ficar parada, gosta é de passear, viajar, conversar. A escola foi uma boa oportunidade. Mesmo que aprenda pouco, sempre é um ganho na idade dela.”
Rapadura

Dona Isolina nasceu em Felicina, em Minas Gerais, e ainda nova foi morar em Braúna, no interior paulista, onde o pai trabalhava em plantações de cana-de-açúcar. Lá, ela ajudava a fazer rapadura e tentava escapar da atenção do pai, que não permitia as fugas para namorar. “Meu pai não queria os meninos perto da gente. Fui namorar quando já tinha 16 anos e casar, só com 24 [com Francisco, falecido há 43 anos].” No domingo a mineira ganhou uma festa com quase 300 convidados, patrocinada por parentes e integrantes da igreja Congregação Cristã do Brasil.
 

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