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CNPq quer dobrar o número de engenheiros no Brasil

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) comemora nesta quarta-feira (27) 60 anos de fundação. Na celebração dessa data especial, os desafios permanecem os mesmos: atender à demanda de crescimento econômico ao apoiar e fomentar a formação de cientistas, técnicos e, especialmente, engenheiros. Uma das metas atuais é dobrar, em cinco anos, o número de engenheiros formados no Brasil.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) comemora nesta quarta-feira (27) 60 anos de fundação. Na celebração dessa data especial, os desafios permanecem os mesmos: atender à demanda de crescimento econômico ao apoiar e fomentar a formação de cientistas, técnicos e, especialmente, engenheiros.
 
“Não há como o país avançar para a quinta posição entre as economias do planeta se não provermos educação básica de qualidade e, em particular, em matemática e ciências”, avaliou, em entrevista à Agência Brasil, o presidente do CNPq, Glaucius Oliva.

Apesar do pujante crescimento econômico, o Brasil ainda precisa investir em pesquisa científica e em qualificar profissionais. Mais especificamente, o país precisa suplantar o déficit anual de formação de 20 mil novos engenheiros, segundo o CNPq.   

Para superar o problema, o instituto está elaborando um programa para dobrar a formação de engenheiros em cinco anos.
A ideia é garantir a permanência dos alunos nos cursos de engenharia e evitar a evasão. Além do Confea, participam da elaboração do programa a Associação Brasileira de Engenharia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Além de mais engenheiros, o desenvolvimento econômico vai exigir mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). O Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional prevê que o investimento salte do atual índice de 1,13% do PIB para 1,9%, até 2014. Nos Estados Unidos, o gasto com P&D é cerca de 2,7% do PIB e na China, 1,5% do PIB. O Brasil é o 12º no ranking de produção científica e produz cerca de 3% do conhecimento científico no mundo, sendo que um quarto dessa produção é na área de saúde.
 

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