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Carnes ficarão mais baratas para consumidor paranaense

As carnes de aves, suína e até a bovina tiveram uma queda nas últimas semanas no mercado paranaense, de acordo com análise divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Até o fim deste mês, a perspectiva é positiva para os consumidores e os preços praticados hoje devem ainda sofrer redução. Do dia 13 ao dia 17, o frango congelado, por exemplo, foi vendido a uma média de R$ 3,85 o quilo, uma redução de 7% se comparado à semana anterior. com o quilo do lombo (menos R$ 6,41) e da paleta (queda de 1,43%) suína.

As carnes de aves, suína e até a bovina tiveram uma queda nas últimas semanas no mercado paranaense, de acordo com análise divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Até o fim deste mês, a perspectiva é positiva para os consumidores e os preços praticados hoje devem ainda sofrer redução.

Do dia 13 ao dia 17, o frango congelado, por exemplo, foi vendido a uma média de R$ 3,85 o quilo, uma redução de 7% se comparado à semana anterior. O quilo da coxa e sobrecoxa de frango seguiu a tendência e baixou 3,56%. O mesmo aconteceu com o quilo do lombo (menos R$ 6,41) e da paleta (queda de 1,43%) suína.

Algumas das carnes bovinas também podem ser encontradas por um preço mais barato. O coxão mole, que estava sendo vendido a R$ 15,17 o quilo, agora pode ser encontrado por R$ 14,47, uma queda de 4,58%. Da mesma forma o contrafilé, que de R$ 14,15 passou a ser comercializado a uma média de R$ 13,46 no Paraná.

Entre as carnes que, do outro lado, ficaram mais caras estão: o quilo do mignon bovino, com alta de 13,61% em uma semana, passando de R$ 24,55 para R$ 27,93. Assim como a carne bovina peito, que estava sendo vendida a R$ 8,25 e agora pode ser encontrada por aproximadamente R$ 8,66 o quilo. Alguns dos preços pagos ao produtor paranaense estão, igualmente, bem baixos. Por exemplo, na produção de suíno raça, já se tem o menor preço pago desde junho/julho de 2010.

Segundo o veterinário técnico do Deral Fábio Mezzadri, a baixa nas carnes de frango e suína acarreta a redução também na carne bovina, para não perder consumidor. Nas últimas semanas, essa oscilação de preços passou a ser atribuída, entre outros fatores, ao embargo do governo russo à carne brasileira que entrava naquele país. A proibição entrou em vigor no último dia 15 e, desde então, o governo federal tenta reverter a decisão para que produtores nacionais não enfrentem problemas com as carnes que estão sendo produzidas.

O fato é que a decisão russa ainda é muito recente e ainda não influenciou fortemente o preço das carnes, na avaliação de profissionais do setor, mas que, se for mantida, terá grandes impactos. “O pessoal está de sobreaviso, mas hoje não dá para dizer que a redução nos preços foi causada somente pelo fator embargo. É meio cedo porque isso ainda está negociado, o governo brasileiro está tentando reverter esse quadro, mas é claro que se persistir por muito tempo, a tendência é que aumente a oferta no mercado interno, ou então teremos que buscar outros mercados”, avalia Mezzadri.

Em relação ao preço da carne bovina, Mezzadri acredita que os valores devem se estabilizar. “Saímos dos meses de abril e maio, picos de safra e com uma estiagem atípica de quase 40 dias, que fez com que o animal emagrecesse, perdesse muito peso e com prejuízos ao produtor no Estado. Isso fez com que o produtor abastecesse antes o mercado e por isso a queda na carne bovina”, explica.

Para os representantes da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), a interpretação é de que a atual oscilação do preço da carne é um comportamento normal e não tem um fator específico como causa, neste momento. “Ainda não é reflexo do embargo russo. Se o embargo se mantiver, essas carnes que estão sendo produzidas vão ficar no mercado interno e há a possibilidade, sim, de a carne baixar, mas é difícil saber quando isso pode acontecer, porque depende dessas notícias que estamos aguardando”, responde o diretor-executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar, referindo-se à tentativa do Ministério da Agricultura de reverter a decisão do governo da Rússia.

Carne mais cara até o fim da década

Se nesse período o brasileiro pode estar pagando mais barato pela carne que consome, no acumulado para os próximos anos, no entanto, a baixa nos preços das carnes não deve prevalecer. Os preços das carnes devem sofrer uma elevação de até 30%, assim como os cereais, que poderão ter um acréscimo de 20% até o final desta década, segundo o relatório Perspectivas para a Agricultura 2011-2020, divulgado no último dia 17 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação). A alternativa para evitar esse prognóstico, de acordo com os órgãos, é investir mais no campo.

O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, declarou que, no mercado atual, a volatilidade dos preços pode continuar a ser uma característica do setor agrícola, por isso ele defendeu a adoção de "políticas coerentes". "A solução-chave para o problema será o aumento de investimentos na agricultura e o reforço no desenvolvimento rural nos países em desenvolvimento”, aponta.
 

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