Câmara inicia debate sobre novo mínimo
Hoje se inicia, na Câmara dos Deputados, um debate acirrado entre governo e oposição sobre a política de reajuste do salário mínimo e o valor para 2011. O governo defende o salário de R$ 545, que consta no projeto de lei (governo (PL 382/11) enviado ao Congresso, na semana passada. O DEM espera R$ 560; e os tucanos do PSBD sugerem o valor de R$ 600, previsto em emenda parlamentar. A votação está marcada para quarta-feira (16) em sessão extraordinária, mas as discussões iniciam hoje no plenário, com a presença do o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique; e o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), entre outros dirigentes e autoridade.
Vale ressaltar que maioria da bancada dos deputados é governista. Além disso, é preciso, acima de tudo, coerência e bom senso, para a votação do novo mínimo. O país vive hoje um momento de contenção de despesas, reajuste fiscal e moralização financeira. A proposta do governo de alçar o novo salário mínimo para R$ 545 parece bastante coesa com a atual realidade econômica do país. Por outro lado, há quem lance falsas ilusões à sociedade ofertando um valor inconcebível, simplesmente para causar polêmica, esquecendo-se pontos polêmicos como a questão da previdência social
