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Cai demanda e aumenta custo para uso do transporte público no Brasil, diz IPEA

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre mobilidade urbana no Brasil mostra que o brasileiro está usando cada vez menos transporte público. Ao mesmo tempo, tem crescido significativamente as vendas de carros e motos. Paralelo a isso, o levantamento conclui que está cada vez mais caro recorrer a ônibus, metrô e trens nas grandes cidades.




            Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre mobilidade urbana no Brasil mostra que o brasileiro está usando cada vez menos transporte público. Ao mesmo tempo, tem crescido significativamente as vendas de carros e motos. Paralelo a isso, o levantamento conclui que está cada vez mais caro recorrer a ônibus, metrô e trens nas grandes cidades.

            Entre 1997 e 2007, a demanda por ônibus caiu 30% no país, as vendas de carros cresceram 9% em média no período e as de moto, quase 20%. Além disso, as tarifas de ônibus urbanos, por exemplo, subiram 60% acima da inflação medida pelo INPC desde 1995. Os ônibus, hoje, respondem pela maior fatia do transporte público nas grandes cidades e direcionam os preços das tarifas de outros modais de transporte.

Segundo o pesquisador Carlos Ribeiro, responsável pela pesquisa, a tendência é aumentar o transporte individual, devido às diversas políticas de estímulo à compra de carros e motos. “Se não houver políticas para estimular e melhorar o transporte público, com investimento na infraestrutura urbana e barateamento de tarifas, as cidades se tornarão inviáveis”, alertou o pesquisador.

Paralelo à queda na demanda por ônibus, o uso de metrô e trem nas principais metrópoles aumentou significativamente. Porém, a malha ferroviária tem crescido numa progressão inferior. Enquanto a demanda por metrô aumentou 54,6%, a malha cresceu menos da metade em igual período, só 26%. Já nos sistema de trens de subúrbio no país, o número de passageiros avançou 150%, ao mesmo tempo em que a malha subiu apenas 8%. "Qualquer investimento que se faça em trilhos tem resposta rápida, pela má situação do transporte público no país. Outro fator é o crescimento das periferias, que impulsiona esses transportes", completou Ribeiro. 

 

           

 




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