BC aumenta previsão de crescimento do crédito para 2011
O ritmo de crescimento do crédito acima do previsto nos últimos três meses levou o Banco Central a aumentar a previsão para a expansão dos empréstimos em 2011. A estimativa, que era de 15% em dezembro, e havia caído para 13% em março, voltou a 15%. Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC, disse que a mudança reflete os dados verificados no período. Hoje, o crédito cresce a uma taxa de 20,4% em 12 meses.
O ritmo de crescimento do crédito acima do previsto nos últimos três meses levou o Banco Central a aumentar a previsão para a expansão dos empréstimos em 2011. A estimativa, que era de 15% em dezembro, e havia caído para 13% em março, voltou a 15%. Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC, disse que a mudança reflete os dados verificados no período. Hoje, o crédito cresce a uma taxa de 20,4% em 12 meses.
O BC avalia, no entanto, que esse número está influenciado pelo comportamento do segundo semestre de 2010 e irá recuar nos próximos meses.
A previsão para o aumento do crédito bancário livre (sem subsídios) passou de 11% para 14%. Segundo Maciel, o comportamento do crédito a empresas pesou mais que os dados para pessoas físicas.
A estimativa para o crédito com subsídios, que inclui principalmente BNDES e imobiliário, caiu de 19% para 17%.
Apesar do crescimento maior, foi mantida a projeção de que o crédito chegue a 48% do PIB (Produto Interno Bruto). Hoje, o estoque de crédito está em R$ 1,8 trilhão (46,9% do PIB).
INADIMPLÊNCIA
De acordo com o BC, o dado que antecipa o comportamento da inadimplência recuou pelo segundo mês seguido em maio.
São consideradas inadimplentes as dívidas vencidas há mais de 90 dias. Nesse caso, a taxa subiu pelo segundo mês, para 5,1%, maior em 12 meses. Abaixo desse prazo, o débito é classificado como atraso. É esse indicador que mostra queda desde março.
"A inadimplência preocupa quando temos uma conjuntura econômica desfavorável, como aconteceu no começo da crise [de 2008], mas não é o que estamos vivendo nesse momento", disse Maciel.
"Houve alta, mas um pouco tímida. De março para cá, o indicador que permitiu antecipar o aumento da inadimplência, nos permite agora antecipar uma acomodação nessa alta."
