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Audiência pública discute segurança das usinas nucleares no Brasil‏

Motivada pela atual catástrofe na usina nuclear da cidade de Fukushima, no Japão, onde há vazamento de material radioativo decorrente de falhas no sistema de segurança, a Comissão de Minas e Energia realiza amanhã (23) audiência pública para discutir os projetos de construção de usinas nucleares no Brasil e a situação das usinas que já estão em funcionamento (Angra 1 e Angra 2). O debate foi sugerido pelos deputados Domingos Sávio (PSDB-MG), Fernando Jordão (PMDB-RJ) e Fernando Ferro (PT-PE). Foram convidados para a audiência da Comissão de Minas e Energia o presidente da Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), Alfredo Tranjan Filho; o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves; e o presidente da Eletrobras Termonuclear S/A (Eletronuclear), Othon Luiz Pinheiro da Silva. A audiência está marcada para as 11 horas, no plenário 14.

Motivada pela atual catástrofe na usina nuclear da cidade de Fukushima, no Japão, onde há vazamento de material radioativo decorrente de falhas no sistema de segurança, a Comissão de Minas e Energia realiza amanhã (23) audiência pública para discutir os projetos de construção de usinas nucleares no Brasil e a situação das usinas que já estão em funcionamento (Angra 1 e Angra 2). O debate foi sugerido pelos deputados Domingos Sávio (PSDB-MG), Fernando Jordão (PMDB-RJ) e Fernando Ferro (PT-PE).

 
Foram convidados para a audiência da Comissão de Minas e Energia o presidente da Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), Alfredo Tranjan Filho; o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves; e o presidente da Eletrobras Termonuclear S/A (Eletronuclear), Othon Luiz Pinheiro da Silva. A audiência está marcada para as 11 horas, no plenário 14.
 
“As imagens da tragédia no Japão já fizeram diferentes países anunciar mudanças na segurança de seus programas nucleares. É fundamental acompanhar os estudos em execução sobre a situação das usinas existentes e também sobre a construção de novas usinas nucleares no Brasil”, disse Domingos Sávio.
 
O deputado Fernando Jordão também pediu esclarecimentos sobre a segurança das usinas brasileiras. “Não podemos ignorar que, no caso do Brasil, as usinas poderiam ser afetadas, não por um terremoto, mas sim, por exemplo, por um apagão, a queima de um motor, a falha no sistema de emergência, bem como por um desastre natural (desabamentos, chuvas torrenciais)”, disse o deputado.
 
Novas usinas
O deputado Fernando Ferro lembra que a Usina Angra 3 deverá entrar em operação em 2015. Além disso, o Plano Nacional de Energia (PNE 2030) aponta para a necessidade de construção de mais quatro usinas, sendo duas no Nordeste e outras duas no Sudeste.
 
Atualmente, aguarda votação na Câmara a MP 517/10, que institui o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Usinas Nucleares (Renuclear). Segundo a MP, poderão se beneficiar do regime empresas com projeto aprovado até 31 de dezembro de 2012 para a realização de obras de infraestrutura em geração de energia nuclear.
 
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