Até mesmo o FMI
Até o Fundo Monetário Internacional está revendo sua posição sobre a necessidade de controle de capitais. De passagem pelo Rio de Janeiro, onde participou de um encontro sobre o tema, Olivier Blanchard, economista-chefe da instituição, afirmou que a maioria dos países deveria ter um regime de câmbio com flutuação gerenciada (tanto para cima como para baixo). Do Blog do Zé Dirceu.
Até o Fundo Monetário Internacional está revendo sua posição sobre a necessidade de controle de capitais. De passagem pelo Rio de Janeiro, onde participou de um encontro sobre o tema, Olivier Blanchard, economista-chefe da instituição, afirmou que a maioria dos países deveria ter um regime de câmbio com flutuação gerenciada (tanto para cima como para baixo). Segundo ele, o controle de capitais como parte do arcabouço de política econômica não implica em câmbio fixo.
Para Blanchard, o uso de controles de capitais é algo que está em fase de aprendizado e seus efeitos ainda não são totalmente conhecidos. Blanchard disse ainda que o uso de medidas de controle de capitais é uma questão técnica e não ideológica e que deve ser tratada com pragmatismo. Para o economista, esse controle deve ser parte da caixa de ferramentas de política econômica, composta por cinco itens: política fiscal, monetária, aumento de reservas, medidas macroprudenciais e controle de capital.
A declaração Blanchard só vem a confirmar nossas advertência nesse blog sobre o assunto, assim como o acerto das próprias medidas do governo brasileiro, ainda tímidas, pois, inicialmente, visavam, de certa forma, testar o mercado. Não há duvidas de que o câmbio, no quadro atual mundial, tem de ser administrado.
Estímulo ao crescimento
Já, o Brasil, além da sua defesa comercial, precisa caminhar para o controle de capitais. O país não deve, em hipótese alguma, abandonar a política de estímulo ao crescimento e ao crédito, de redução de impostos e de investimentos públicos. Tudo isso, sem desacelerar as reformas necessárias na educação, estrutura tributária e na gestão do Estado.
E, ainda, a propósito de Blanchard. Ele diz suspeitar que boa parte do investimento direto no Brasil seja uma forma de o mercado burlar o pagamento do IOF… Fica a dúvida e a pergunta: onde está o nosso Banco Central, tão afoito na hora de aumentar juros?
(Blog do Zé Dirceu)
