Área de milho safrinha cresce na região
Estimulados pela projeção do alto preço do milho, agricultores da região de Campo Mourão estão apostando na cultura como opção de segunda safra. A previsão é de que a área cresça 18%, passando de 212,5 mil hectares, no ano passado, para aproximadamente 250 mil hectares neste ano. Os números fazem parte do mais recente levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).
Estimulados pela projeção do alto preço do milho, agricultores da região de Campo Mourão estão apostando na cultura como opção de segunda safra. A previsão é de que a área cresça 18%, passando de 212,5 mil hectares, no ano passado, para aproximadamente 250 mil hectares neste ano. Os números fazem parte do mais recente levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).
No ano passado a produção fechou em 1,06 milhão de toneladas, e de acordo com o engenheiro agrônomo, Edílson Souza e Silva, a previsão inicial é de que a produção nesta safra seja de 1,07 milhão de toneladas. Silva explica que a produção foi calculada com base na produtividade histórica para a região. No ano passado a produtividade foi de 202 sacas por alqueire. “Estamos trabalhando com uma média de 162 sacas por alqueires.
Pode ser que seja maior, mas para ter certeza é preciso esperar o final da safra que está ainda começando a ser plantada”, comenta. Até o momento, a expectativa é de que tenham sido plantada apenas 3% da área.
Em todo o Estado, a previsão é que a que a área plantada seja 15% maior em relação ao ano passado. A área cultivada pode atingir 1,57 milhão de hectares, 210 mil hectares acima do que foi plantado o ano passado. Cerca de 17% da área foi plantada quando o normal seria 35% da área estar ocupada.
A expectativa é que a produção deve ser de 6,86 milhões de toneladas, superando o volume produzido na primeira safra e 1,3% acima do volume obtido em igual período da safra passada que foi de 6,77 milhões de toneladas.
O agricultor Ademir Braz Martins, de Farol, é um dos que está apostando no milho safrinha. Na propriedade, enquanto a máquina colhe soja outra já faz o plantio do milho. Serão cerca de 120 alqueires cultivados com a cultura. “Analisando o cenário atual, o milho safrinha acaba sendo a melhor opção para o inverno”, comenta.
No ano passado, Martins não cultivou milho, e nem trigo. “Por uma questão de mercado e também para fazer rotação de cultura, a área foi coberta com aveia”, ressalta. Já para este ano, o agricultor espera uma boa produção, e torce que na hora de vender o produto, o preço também esteja bom. “Se tiver boa produtividade da um bom retorno [financeiramente]. Por isso, é só torcer para o clima ajudar e fazer uma boa colheita”, diz.
Atraso no plantio
O principal fator que contribuiu para o atraso no plantio de milho de segunda safra foi o retardamento no cultivo da soja no verão. Os meses de agosto e setembro tiveram chuvas abaixo da média, voltando à normalidade somente ao final de setembro e início de outubro.
As chuvas também foram praticamente diárias durante todo o mês de janeiro e início de fevereiro ocasionando atrasos na maturação e colheita, ocorrendo casos em que a cultura estava pronta para ser colhida, mas devido ao encharcamento do solo os produtores não conseguiam entrar com o maquinário no campo. Os atrasos no plantio e prolongamento no ciclo da soja causaram grande influência no início do plantio do milho safrinha. Há um retardamento geral de pelo menos 20 dias.
