Árabes da fronteira vão processar Revista Veja por matéria difamatória
Os líderes da comunidade árabe na fronteira pretendem acionar judicialmente a Revista Veja, pelas acusações publicadas na reportagem “A Rede – O terror finca bases no Brasil”, veiculada no dia 6 de abril. A matéria afirma que existem quatro organizações terroristas em plena ação no Brasil, entre elas a Al Qaeda. O texto também faz referência à atuação da rede na tríplice fronteira.
Os líderes da comunidade árabe na fronteira pretendem acionar judicialmente a Revista Veja, pelas acusações publicadas na reportagem “A Rede – O terror finca bases no Brasil”, veiculada no dia 6 de abril.
A matéria afirma que existem quatro organizações terroristas em plena ação no Brasil e na tríplice fronteira, entre elas a Al Qaeda. O texto também faz referência à atuação da rede na tríplice fronteira, cujo líder seria o comerciante Sael Atari, morador de Foz do Iguaçu há 20 anos.
“A reportagem da revista é um ataque à nossa convivência harmoniosa com os povos que vivem na fronteira. Usaram o seu Sael com o objetivo de construir uma imagem contra a cidade, espalhar terror, criar ódio”, disse o Sheik Mohsen Al Husseini, líder da Mesquita Islâmica de Foz do Iguaçu.
O sheik participou nesta terça-feira (19) da Moção de Solidariedade, concedida pela Câmara de Vereadores, ao comerciante Sael Atari, extensiva à comunidade árabe da fronteira, em resposta às acusações veiculadas pela revista Veja. A cerimônia reuniu as principais lideranças árabes da fronteira, autoridades públicas e comunidade em geral.
Durante o ato, os líderes religiosos repudiaram a reportagem e mostraram interesse em acionar judicialmente a revista VEJA pelas declarações, segundo eles, difamatórias e que afetam a honra dos muçulmanos.
“A notícia feriu a constituição, que permite o direito de igualdade racial. Peço aos vereadores que confrontem a provocação da revista. Nossa comunidade estuda elaborar vários processos para cobrar na justiça a retratação da equipe responsável pela reportagem”, afirmou o Shei Al Husseini.
Em Foz do Iguaçu, vivem hoje mais de 12 mil descendentes de árabes, a segunda maior representação da colônia no país. O homenageado com a Moção de Solidariedade, senhor Sael Atari, recebeu uma placa simbolizando o ato e encerrou a cerimônia elogiando a iniciativa da Câmara de Vereadores em defesa da sua honra.
Na tribuna, ele destacou a democracia brasileira. “É o melhor sistema político do mundo, estou orgulhoso da democracia do Brasil”. O comerciante solicitou o direito de resposta à revista sobre as acusações de terrorismo atribuídas a ele, mas ainda não obteve um posicionamento da redação da Veja. O Legislativo Municipal também vai enviar uma moção de repúdio à revista.
