Pagamento do 13º salário deve injetar R$ 131 bi na economia brasileira em 2012
A economia deve receber, até dezembro próximo, uma injeção de R$ 131 bilhões decorrentes do pagamento do 13º salário para 80 milhões de trabalhadores formais, pensionistas e beneficiários da Previdência Social, da União e dos estados, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta segunda-feira (22). Em relação ao ano passado, o número de beneficiados este ano é superior 2,5%.
A economia deve receber, até dezembro próximo, uma injeção de R$ 131 bilhões decorrentes do pagamento do 13º salário para 80 milhões de trabalhadores formais, pensionistas e beneficiários da Previdência Social, da União e dos estados, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta segunda-feira (22). Em relação ao ano passado, o número de beneficiados este ano é superior 2,5%.
Para o assessor econômico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, o varejo já trabalha com a expectativa de que o pagamento do 13o salário aqueça as vendas do final de ano, que respondem por 17% do faturamento médio anual do setor.
“Em alguns ramos específicos – prosseguiu Fábio Bentes – como de eletro-eletrônicos e vestuário, o último mês do ano responde por 21% e 24% do total de vendas anuais. Neste ano o comércio varejista deve registrar expansão de 7,8% no natal segundo nossas projeções”, acrescentou.
O levantamento do Dieese abrangeu todos os assalariados com carteira assinada dos setores privado e público (celetistas ou estatutários) que trabalhavam em dezembro de 2011, acrescido do saldo de 2012 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – além dos números encontrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
De acordo com o Dieese, dos R$ 131 bilhões, cerca de R$ 91,3 bilhões (71%) serão pagos aos 47,4 milhões de empregados formalizados; aproximadamente R$ 26 bilhões (20% ) se destinam aos beneficiários e pensionistas do INSS; R$ 6,4 bilhões (4,8%) para as pensões e aposentadorias do regime jurídico único, enquanto os aposentados e pensionistas dos estados deverão receber R$ 5,3 bilhões ( 4,1%).
Setor de serviços terá maior fatia do 13o
Os trabalhadores públicos e privados do setor de serviços ficarão com a maior parcela, ou seja, (60,2%) do 13º salário, enquanto 20,3% irão para os trabalhadores da indústria; 12,5% para os comerciários; 5,% para a construção civil e 1,9% serão destinados aos empregados da agropecuária.
Em comunicado distribuído à imprensa, o Dieese estima que este ano dois milhões de pessoas passarão a receber o benefício, por terem requerido aposentadoria ou pensão ou terem sido incorporados formalmente ao mercado de trabalho. Em comparação aos R$ 118 bilhões pagos em 2011, este ano a previsão é de um crescimento de 10,5%.
Distribuição por estados
O maior valor médio do 13º será pago para a cidade de Brasília (R$ 3.171), seguido de São Paulo (R$ 1.805), enquanto os menores valores ficam com os estados do Maranhão (R$ 1.030) e do Piauí, R$ 1.010.
Serão injetados cerca de R$ 39,4 bilhões em 13º salário a economia de São Paulo, aproximadamente 30% do total do Brasil e 58,7% da região Sudeste. Esse montante representa em torno de 2,7% do PIB estadual. Estas médias, porém, não incluem o pessoal aposentado pelo regime próprio dos estados, cujo quantitativo não foi possível obter, lembra o comunicado do Dieese.
Com informações do Portal Planalto
