A necessidade de implementar a Reforma Política
Eu espero que a Reforma Política aconteça. Em minha opinião, essa é uma necessidade, mesmo sabendo das dificuldades e de que há um conjunto de Deputados e Senadores que não querem que essa reforma aconteça por estarem satisfeitos com o sistema eleitoral absurdo e exagerado existente em nosso país.
Eu espero que a Reforma Política aconteça. Em minha opinião, essa é uma necessidade, mesmo sabendo das dificuldades e de que há um conjunto de Deputados e Senadores que não querem que essa reforma aconteça por estarem satisfeitos com o sistema eleitoral absurdo e exagerado existente em nosso país.
No entanto, eu vou insistir nesse tema a todo momento, e estou feliz em ver a nossa bancada, com quase 90 Deputados, também insistindo, mesmo que não tenhamos obtido êxito no ano passado.
O que nos buscamos com a Reforma Política é tirar o papel decisivo do dinheiro, do poder financeiro, nas campanhas e nos estabelecimentos de quem vai representar a população. O dinheiro não pode ter o papel decisivo. Quem tem que ter esse papel é a consciência de cada cidadão, a história de cada liderança política.
Não podemos mais ter campanhas milionárias, financiadas pelos interesses privados, que doam fortunas e depois vão buscar favores, buscar privilégios e facilidades para recompor aquele dinheiro doado. Até porque ninguém sai rasgando dinheiro por aí.
O PT defende, e eu apóio, o financiamento público de campanhas, um teto muito pequeno de gastos, campanhas “franciscanas”, e uma série de outras mudanças menores que, embora relevantes e importantes, não são as prioritárias.
Com o intuito de mostrar flexibilidade, o relator Henrique Fontana criou uma formatação onde há previsão de um Referendo, que é uma consulta popular a todos os cidadãos, que seria feito em 2013, depois de aprovada pela Câmara, ainda 2012.
É uma boa iniciativa e que tranqüiliza a muitos que não votam a favor Reforma Política com receio de uma ausência de boa interpretação da população brasileira. Todos podem votar com tranquilidade mesmo porque é a população que vai referendar, isto é, aprovar aquilo que estabelecemos no Congresso Nacional.
Essa é mais uma tentativa nossa, assim como outras flexibilizações que já fizemos, como, por exemplo, o voto distrital, o voto nominal ou voto misto. Novamente, o PT se flexibiliza para poder ter a Reforma Política aprovada no Congresso.
