A despeito do resto do mundo
Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais, afirmou em artigo hoje, no jornal Valor, que apesar de o Brasil ostentar uma das desigualdades maiores do mundo, ela está em queda há dez anos. A proeza ganha relevância, pois ocorre num momento em que, em boa parte do mundo, aumenta a concentração de renda. “O (índice) Gini do Brasil (que aufere a concentração de renda) acaba de chegar ao mínimo de nossa série histórica iniciada em 1960", ressalta o especialista. (Do Blog do Zé Dirceu)
Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais, afirmou em artigo hoje, no jornal Valor, que apesar de o Brasil ostentar uma das desigualdades maiores do mundo, ela está em queda há dez anos. A proeza ganha relevância, pois ocorre num momento em que, em boa parte do mundo, aumenta a concentração de renda. “O (índice) Gini do Brasil (que aufere a concentração de renda) acaba de chegar ao mínimo de nossa série histórica iniciada em 1960", ressalta o especialista.
De acordo com Neri, descontada a inflação, na última década o crescimento da renda real da metade inferior da pirâmide social brasileira foi de 67,93%, ante os 10,03% experimentado pelos 10% mais ricos.
Já, entre os países mais industrializados da economia do mercado, o movimento foi inverso. De acordo o professor, desde 1985 absolutamente todos os membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os quais estão Alemanha, Canadá, França e Reino Unido, registram um aumento do índice Gini.
O Gini brasileiro já foi de 0,6 em 2001 e hoje se encontra em 0,53. Ainda é alto, mesmo ante outros emergentes como Índia ( 0,52), China (0,49) e Rússia (0,48).O fenômeno, lembra o economista, tem transformado o programa federal Bolsa Família em "produto de exportação Made in Brazil". Entre os países mais interessados na experiência brasileira está a China, preocupada em redistribuir a renda entre sua população.
(Do Blog do Zé Dirceu)
