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Guata, de Foz do Iguaçu, recebe prêmio “Ponto de Mídia Livre” do Ministério da Cultura

Parabéns ao Silvio Campana, Paulinho Bloger e o pessoal da Associação Cultural Guatá, de Foz do Iguaçu, que conquistou o prêmio "Ponto de Mídia Livre" do Ministério da Cultura. A Guatá concorreu na categoria de abrangência estadual. Ao todo, foram quase 300 propostas que reuniram experiências e atividades de comunicação e cultura desenvolvidas em todos os estados brasileiros. A associação vai receber R$ 50 mil. A Guatá foi reconhecida pelo MinC pela realização do projeto “Tirando de Letra”, iniciativa que contribui com popularização da leitura e da escrita e que alia a utilização de materiais impressos e as novas ferramentas de comunicação, como a internet. A associação mantém um portal www.guata.com.br com notícias, informações e produção literária e artística. Além disso, a Guatá edita a revista “Escrita”, publicação bimestral que reúne poesias, contos, crônicas, ensaios, fotografia e artes plásticas, contando com autores locais e colaboradores de diversas cidades.

Parabéns ao Silvio Campana, Paulinho Bloger e o pessoal da Associação Cultural Guatá, de Foz do Iguaçu, que conquistou o prêmio "Ponto de Mídia Livre" do Ministério da Cultura. A Guatá concorreu na categoria de abrangência estadual. Ao todo, foram quase 300 propostas que reuniram experiências e atividades de comunicação e cultura desenvolvidas em todos os estados brasileiros.

A Guatá foi reconhecida pelo MinC pela realização do projeto “Tirando de Letra”, iniciativa que contribui com popularização da leitura e da escrita e que alia a utilização de materiais impressos e as novas ferramentas de comunicação, como a internet.

A entidade iguaçuense mantém um portal de veiculação de notícias, informações e produção literária e artística. Além disso, a Guatá edita a revista “Escrita”, publicação bimestral que reúne poesias, contos, crônicas, ensaios, fotografia e artes plásticas, contando com autores locais e colaboradores de diversas cidades.

A ação Pontos de Mídia Livre integra a agenda social do Governo Federal, tendo sido instituída para apoiar programas de comunicação social livres, participativas e interativas, desenvolvidas pela sociedade civil. Para tanto, o MinC reconheceu as iniciativas que comprovaram manter a interatividade efetiva com o público, desenvolvidas em qualquer suporte de comunicação, mantidas em meios físicos ou eletrônicos, como rádios e tevês comunitárias, blogs, sites, agências de notícias, publicações impressas e realizações em audiovisual.  

O professor do ensino médio, Eliandro Avancini, enxerga nas atividades de comunicação da Guatá, alternativas que contribuem para o processo de formação e de informação das pessoas. “Reafirmar velhos clássicos da cultura mundial e nacional, entender a cultura local e nativa, bem como apostar aquilo que está sendo feito de novo e disponibilizar isso de forma democrática conciliando as novas e velhas formas de comunicação não é tarefa fácil, mas acredito que a Guatá tem cumprido com muito esmero esse papel”, resume Avancini.

No mesmo sentido, a jornalista Fernanda Regina da Cunha, que publicou textos de sua autoria na última edição da revista Escrita, acredita que a prática da Guatá contribui para criar espaços de sociabilidade e interação. “Eu acho que mata um pouco da fome das pessoas, nós (humanos) precisos ter em nossa composição um pouco de cultura. A Guatá  é um espaço livre e necessário para sairmos um pouco do lead jornalístico e colocarmos as idéias em prática”, afirma a profissional da imprensa.

Ao encaminhar o projeto para a análise da comissão instituída pelo edital de seleção, a Guatá mobilizou várias instituições sociais parceiras ou beneficiárias do trabalho desenvolvido pela associação. Diversos organismos, por exemplo, cederam cartas de apoio, endossando o reconhecimento das atividades realizadas, entre elas, o Núcleo Regional de Educação, a APP-Sindicato, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (seção de Foz do Iguaçu) e o Ponto de Cultura Casa do Teatro.

Para Silvio Campana, diretor da Guatá, este envolvimento da comunidade foi importante para a aprovação do projeto pelo MinC. “O apoio de órgãos e entidades da cidade contribuiu para demonstrar a relevância das atividades que são realizadas pela associação, revelando a existência de uma inserção social objetiva”, afirma Campana.

Esta intervenção da Guatá também é lembrada pelo comerciante Hector Saucedo, pioneiro da cidade, que lembra da preocupação da entidade com a preservação da memória e da história de Foz do Iguaçu. “A Guatá traz um pouco da memória da cidade. É um prazer da gente ver as lembranças do tempo que isso aqui era tudo terra e as pessoas todas se conheciam. Nós temos de recuperar isso pra ter orgulho de onde vivemos. Eu leio sempre. E olhe que é uma disputa quando tô com a revista na mão”, conta o comerciante, popularmente conhecido como Papi.

ALÉM DA FRONTEIRA – Ainda que de cunho regional, as publicações da Guatá vão cumprindo um curso que amplia cada vez mais seu alcance. São inúmeras as contribuições que se apresentam desde lugares tão diferentes do Brasil. Muitas revistas Escritas cruzam o território e o site é cada vez mais visitado fora dos marcos iniciais do projeto.

Fábia Tonin, cirurgiã-dentista em Taubaté, interior de São Paulo, exemplifica essa verdadeira corrente que acontece com as ferramentas literárias da entidade.

“Conheci o Tirando de Letra e conseqüentemente a Revista Escrita há uns 2 anos, o que me causou encantamento e inquietação. Encantamento pela beleza do projeto, pelo cuidado com que é realizado e principalmente por se tratar de um espaço democrático, onde se manifesta a diversidade.  E inquietação, por despertar em mim vontade em resgatar umas letras antigas, guardadas há tanto tempo e que nunca havia mostrado à ninguém. Hoje, torço tanto por esse caldo cultural que mês passado estava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo a distribuir na praia, os panfletos do “ Epidemia de Poesia”.”

E a voluntária paulista finaliza, prometendo: ‘em julho, Paraty, a FLIP vai contar com uns colantes que são pura poesia…”

As instituições de Mídia Livre contempladas pelo edital do Ministério da Cultura irão receber prêmios de R$ 100 mil, para os aprovados na categoria nacional, e R$ 50 mil para os projetos de âmbito estadual.

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