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Hemonúcleo de Campo Mourão vai intensificar doações para carnaval

A preocupação com os estoques do banco de sangue divide a cena em meio às preparações para o feriado de carnaval. Tradicionalmente, em feriados prolongados cai o número de doações. No carnaval também há o agravante que muitos aproveitam para viajar e quem fica na cidade por vezes acaba bebendo um pouco mais e fica impossibilitado de doar. Para evitar problemas maiores, durante toda essa semana, o hemonúcleo realizou coletas externas.

A preocupação com os estoques do banco de sangue divide a cena em meio às preparações para o feriado de carnaval. Tradicionalmente, em feriados prolongados cai o número de doações.

 
No carnaval também há o agravante que muitos aproveitam para viajar e quem fica na cidade por vezes acaba bebendo um pouco mais e fica impossibilitado de doar. Para evitar problemas maiores, durante toda essa semana, o hemonúcleo realizou coletas externas.
 
Na quarta-feira as doações fizeram parte do trote solidário da UEPR/Fecilcam, informa o jornal Tribuna do Interio. Na quinta-feira a coleta foi em cidades da região e ontem o ônibus equipado para receber as doações foi até uma empresa captar doações dos funcionários. Ainda não está definido o funcionamento do hemonúcleo durante a semana de carnaval.
 
“Mas nos outros anos trabalhávamos normalmente até sexta-feira e depois voltávamos a abrir na quarta-feira de cinzas”, explica a coordenadora Maria Luzia Berbet Salvadori. Segundo ela, mesmo que funcione na segunda-feira, o movimento é muito menor.
 
“Geralmente não atendemos porque muitos doadores bebem ou ficam sem dormir direito em bailes na noite anterior. Nestes casos mesmo que a pessoa se prontifique, não podemos receber a doação.”
 
O sangue coletado é fracionado. Em Campo Mourão, ele é dividido em três componentes, com diferentes validades. O plasma fresco pode durar até um ano. Já o concentrado de hemácias pode ser usado em até 30 dias. Já o concentrado de plaquetas tem período de validade menor, são apenas cinco dias.
 
Apesar da preocupação, ela acredita que não haverá falta. “Fazemos isso mesmo para prevenir. Aumenta a demanda, até porque com mais carros nas estradas aumentam os acidentes, mas em outras épocas do ano temos quedas até mais acentuadas. Neste período também não são marcadas cirurgias eletivas, isso ajuda”, diz. Ela citou o período de férias e o início do inverno, épocas em que o problema fica até mais grave.
 
Antes o doador vai passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas algumas condições adicionais que possam impedir a doação. Após cada doação serão realizados exames de tipagem sanguínea, testes para hepatite, doenças sexualmente transmissíveis e doença de chagas.
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