Destinos emergentes – a solução sustentável, por Jacó Gimenes
O governo Lula criou o Ministério do Turismo e realizou dois planos nacionais do turismo. A partir daí, o conceito de regionalização passou a ser a marca do referido governo, o que era para ser estratégia passou a ser o cerne do planejamento turístico. Centenas de regiões turísticas foram criadas, valendo-se da integração territorial e tendo à frente municípios pólos e/ou, com vocações turísticas comprovadas. Com o propósito de alavancar o turismo brasileiro com padrão internacional, criou-se o conceito de Destino Indutor Turístico, totalizando 65 até o presente momento. No Paraná são três, a saber: Foz do Iguaçu, Ilha do Mel/ Paranaguá e Curitiba. Trecho do artigo "Destinos emergentes - a solução sustentável", de Jacó Gimenes, presidente da Rede de Turismo Regional e diretor do Instituto de Cultura & Desenvolvimento-Universidade do Fazendeiro. Leia a seguir a sua íntegra.
Destinos Emergentes – A solução sustentável
Jacó Gimenes – gimennes@gmail.com
Durante o Governo FHC, a Municipalização do Turismo através do PNMT- Programa Nacional da Municipalização do Turismo- criou o conceito de categorias: MT – Municípios Turísticos e MPT – Municípios com Potencial Turístico.
Na época muito se fez, e ouso dizer que o Turismo, como Política Pública, surgiu nesse período. Contudo, os trabalhos focaram os municípios de maneira isolada e não se promoveu a integração com o trade. Encontros Nacionais da Municipalização foram realizados em Brasília, edições anuais com mostras educativas, porém sem a dimensão comercial.
O Governo Lula criou o MTUR-Ministério do Turismo e realizou dois Planos Nacionais do Turismo. A partir daí, o conceito de Regionalização passou a ser a marca do referido governo, o que era para ser estratégia passou a ser o cerne do planejamento turístico.
Centenas de regiões turísticas foram criadas, valendo-se da integração territorial e tendo à frente municípios pólos e/ou, com vocações turísticas comprovadas. Com o propósito de alavancar o Turismo Brasileiro com padrão internacional, criou-se o conceito de DITUR-Destino Indutor Turístico, totalizando 65 até o presente momento. No Paraná são três, a saber: Foz do Iguaçu, Ilha do Mel/ Paranaguá e Curitiba.
A partir dessa inovação, carrearam-se esforços institucionais com inúmeras entidades no suporte privilegiando o concurso aos recursos e colocando nos editais a prioridade aos DITUR’s.
Estamos iniciando o 3º ciclo desse período com o Governo Dilma e nós, que estamos desde 1994 lutando pelo Turismo no interior do Paraná, e ainda não somos considerados DITUR’s queremos uma resposta.
Se depender do centralismo governamental, assistiremos a apenas uma “briga” para ampliar o número de DITUR’s, o que não terá racionalidade alguma.
Precisamos ter a coragem, a visão e a competência de conquistar parceiros para criar um novo conceito.
Após todos estes anos trabalhando na área, atrevo-me a propor um modelo de organização de parcerias público-privadas com foco nos Destinos Emergentes Turísticos-DETUR’s.
Para a idéia não ficar no ar, proponho começar pela região Noroeste do Paraná, onde a RETUR – Rede de Turismo Regional pode se associar ao setor produtivo sob a coordenação da FECOMÉRCIO e, com a equipe da SETU – Secretaria de Estado do Turismo – modelar uma proposta inovadora, a qual, gradativamente, podera ser levada a outras regiões paranaenses.
Assim, não se desvirtuaria o que tem de melhor nos DITUR’s e tratar-se-iam outras iniciativas de reconhecido valor como DETUR’s, respeitando o momento histórico, premiando os esforços mediante mecanismos de fomento para a sustentabilidade das governanças e incentivos aos empreendedores, em sintonia com as equipes técnicas dos governos dos três níveis.
Para o município vir a ser um DETUR – Destino Emergente Turístico exigir-se-á: Inserção Regional através de uma Instância de Governança, Bases Institucionais e Suporte Empresarial.
A grande diferença é que os DETUR’s serão administrados pelo Setor Produtivo em parceria com a Sociedade Organizada, tendo a dinâmica do empreendedorismo, com o suporte dos setores públicos e o apoio setorizado para cada instituição do sistema S.
De maneira didática para um município vir a ser um DETUR exigir-se-á:
a) inserção regional com o suporte de uma Instância de Governança na forma de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público;
b) bases institucionais com o Órgão Oficial de Turismo, Conselho Municipal de Turismo e Plano Estratégico de Ações;
c) suporte empresarial, contar com empreendedores do Turismo na forma de um Grupo de Empreendedores via ACIA – Associação Comercial e Industrial e/ou Sindicato do Comércio.
Jacó Gimennes, é presidente da RETUR – Rede de Turismo Regional, diretor do Instituto de Cultura & Desenvolvimento-Universidade do Fazendeiro. www.twitter.com/professor_jaco. Fone: (44) 9978-2665.
