Banco Central adota estratégia inteligente para concessão de créditos
Não sei qual dúvida ainda resta aos economistas quanto à estratégia adotada pelo Banco Central (BC) para a liberação de crédito. Ao desacelerar momentaneamente o ritmo de concessão de crédito, o Banco pretende manter a estabilidade econômica e, consequentemente, nivelar para baixo os patamares de inadimplência.
Não sei qual dúvida ainda resta aos economistas quanto à estratégia adotada pelo Banco Central (BC) para a liberação de crédito. Ao desacelerar momentaneamente o ritmo de concessão de crédito, o Banco pretende manter a estabilidade econômica e, consequentemente, nivelar para baixo os patamares de inadimplência. Em fevereiro, no entanto, houve uma alta no volume de crédito, mas a tendência segue para a manutenção dos índices parecidos.
O governo preocupa-se, com toda a razão, como forma de prevenção, para não criar ‘bolhas’ financeiras pelo excesso de crédito no mercado, sem uma regulação específica ou uma explosão relâmpago de inadimplência, que pode afetar negativamente o mercado financeiro e causar uma crise generalizada.
Um exemplo recente foi a crise imobiliária nos Estados Unidos, quando o governo daquele país viveu uma crise sem precedente, causada, sobretudo, pelo excesso de crédito facilitado no mercado, sem regulamentação e a consequente, inadimplência geral. Portanto, a estratégia do Banco Central, em segurar, pelo menos provisoriamente, essa elevação na cessão de crédito aos consumidores, parece bastante pertinente e estratégica, que me perdoem os economistas trágicos.
