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Aumento populacional entre idosos gera novos desafios políticos

Existe uma preocupação providencial do governo federal ao adotar políticas específicas para a terceira idade. Essa apreensão se justifica quando se levam em conta as projeções de crescimento populacional entre os idosos, nas próximas décadas. Segundo estimativa, se hoje, para cada 100 crianças de zero a 14 anos há 24 idosos, em 2050 serão 172.

Existe uma preocupação providencial do governo federal ao adotar políticas específicas para a terceira idade. Essa apreensão se justifica quando se levam em conta as projeções de crescimento populacional entre os idosos, nas próximas décadas.

Segundo estimativa, se hoje, para cada 100 crianças de zero a 14 anos há 24 idosos, em 2050 serão 172. A longevidade conquistada, por meio de políticas de saúde, de assistência social e previdenciária, traz imensos desafios para a nação. Isso porque, em quatro décadas, 30% dos brasileiros terão mais de 60 anos de idade.

As projeções de elevação populacional da terceira idade combinam uma série de fatores, hoje adotados no Brasil: evolução da medicina e maior acesso a serviços básicos, estabilidade econômica, acesso ampliado a informação e implantação de programas de apoio assistência. Tudo isso faz com que a população idosa no país cresça de forma vertiginosa, de acordo com projeções oficiais.

Em 2008, o Brasil tinha 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, superando a população idosa de vários países europeus, como a França, a Inglaterra e a Itália, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda em 2008, havia 9,4 milhões de pessoas com 70 anos ou mais no País, 4,9% da população total.

Entre 1998 e 2008, a proporção de idosos (60 anos ou mais) aumentou de 8,8% para 11,1%. O Rio de Janeiro (14,9%) e Rio Grande do Sul (13,5 %) continuam sendo os Estados com maior proporção de idosos. Em 1998, esses Estados eram, junto com a Paraíba, os únicos onde os idosos representavam mais de 10% da população.

O grande desafio, para as próximas décadas, certamente será aproveitar o potencial e a experiência adquirida por essas pessoas, ao longo de muitos anos de trabalho, e inseri-las nos principais debates sociais do país, garantindo voz ativa a esta classe.  

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