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Jovens podem puxar economia do Brasil, diz Banco Mundial

Matéria da Folha de S. Paulo aponta estudo divulgado na quarta-feira, 6, em que o Banco Mundial diz que o Brasil está passando por um momento especial em seu perfil demográfico e que deveria aproveitar essa oportunidade para crescer. Segundo o relatório "Envelhecendo em um Brasil mais velho", a população em idade de trabalho no país hoje supera o número de pessoas consideradas dependentes - idosos e crianças. Nas projeções do banco, essa característica poderá ter efeito benéfico de até 2,48 ponto percentual por ano no PIB nas próximas décadas. Com uma parcela maior de pessoas no mercado de trabalho agora, a tendência é de que esse seja um período favorável para mais poupança e crescimento. Leia a seguir a íntegra da matéria.

Matéria da Folha de S. Paulo aponta estudo divulgado na quarta-feira, 6, em que o Banco Mundial diz que o Brasil está passando por um momento especial em seu perfil demográfico e que deveria aproveitar essa oportunidade para crescer. Segundo o relatório "Envelhecendo em um Brasil mais velho", a população em idade de trabalho no país hoje supera o número de pessoas consideradas dependentes – idosos e crianças.

Nas projeções do banco, essa característica poderá ter efeito benéfico de até 2,48 ponto percentual por ano no PIB nas próximas décadas. Com uma parcela maior de pessoas no mercado de trabalho agora, a tendência é de que esse seja um período favorável para mais poupança e crescimento. Depois de 2020, o crescimento da população será puxado pelo aumento no número de idosos.

Para que esta etapa se converta em uma herança de crescimento para as próximas décadas, o banco diz que o país precisa implementar rapidamente uma série de mudanças nas políticas públicas e se preparar para os efeitos sociais, econômicos e culturais do envelhecimento.

Ao contrário da experiência de outros países, o Brasil está ficando velho antes de ficar rico. Na França, a duplicação do percentual de idosos na população levou mais de 100 anos. No Brasil, o processo levará duas décadas.

Em 2050, o país chegará a uma proporção de 29,7% de idosos -superior ao europeu e próximo ao do Japão.

"Com as políticas adequadas é possível envelhecer e se tornar desenvolvido ao mesmo tempo", afirmou o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop.
As mudanças necessárias envolvem aumento dos investimentos em educação, qualificação profissional e aumento da produtividade.

Além disso, o estudo destaca a necessidade de adaptar o sistema de saúde e reformar o sistema previdenciário para torná-los mais eficientes e reduzir os estímulos à aposentadoria precoce.

O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, afirmou que a sociedade não comporta mais a aposentadoria aos 50 anos.

"Com uma expectativa de vida de 80 anos, por exemplo, um trabalhador que se aposente aos 50 vai receber o benefício por um tempo superior ao de contribuição."

Sem dar detalhes, afirmou que o Ministério está elaborando um estudo sobre o modelo previdenciário brasileiro. O estudo mostra que em 2050 o país gastará quase um quarto do PIB (Produto Interno Bruto) no pagamento de pensões e aposentadorias.

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