Em Umuarama, Sindicato dos Bancários protesta contra demissão em massa do Itaú
Ontem, o Sindicato dos Bancários de Umuarama iniciou uma campanha para protestar contra a onda de demissões promovidas pelo Banco Itaú. O objetivo do movimento é alertar as agências do banco sobre a atenção despendida pelo sindicato aos funcionários das instituições financeiras e evitar novas demissões nos bancos da região, que hoje sofrem pela falta de profissionais.
Ontem, o Sindicato dos Bancários de Umuarama iniciou uma campanha para protestar contra a onda de demissões promovidas pelo Banco Itaú.
O objetivo do movimento é alertar as agências do banco sobre a atenção despendida pelo sindicato aos funcionários das instituições financeiras e evitar novas demissões nos bancos da região, que hoje sofrem pela falta de profissionais.
Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Umuarama e região, Edílson José Gabriel, o banco Itaú, apensar do lucro recorde de R$13 bilhões em 2010, tem ameaçado a demissão de milhares de empregados em todo o país.
“Já está havendo muitas demissões em São Paulo, mas corre a informação de uma demissão em massa futuramente”, alertou.
Gabriel explicou que houve um compromisso firmado, em 2008, quando foi anunciada a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, pelos proprietários das instituições financeiras, de que não haveria demissão de bancários ao longo do processo de fusão.
“Mas isso não está acontecendo”, disse. E completou: “Se o banco continuar tomando essa atitude o sindicato planeja paralisação e, se for necessário, greve”, conta. Segundo Gabriel, até mesmo aqueles “que atingem as famigeradas metas, adoecendo no sistema financeiro, estão sendo demitidos”.
Para o dirigente sindical, o Itaú expõe ainda os seus gerentes para trabalhar em caixas, comprovando a necessidade de mais contratações. Nos departamentos, substitui ainda funcionários por terceirizados, pagando menos e precarizando as condições de trabalho.
A revolta, diz ele, é que, nesses dois anos de fusão, seis mil bancários de todo o Brasil foram demitidos, sem substituição, e o método do Itaú-Unibanco continua. “Nesses dois anos não houve manutenção dos empregos”, ressalta.
